sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não sou eu.

Não sou tão boa nisso nem naquilo. A simplicidade me atrai, sorrisos singelos também. Noites tranquilas, a maré e um cobertor. Traga-me aquela bebida vagabunda e sente-se por aí, eu ficarei no chão, estou bem aqui. Vamos beber coisa qualquer e ouvir histórias alheias, daquelas de pescadores solitários ou, de aventureiros destemidos. Enfrentaremos o mar para parecermos corajosos. No fundo, só queríamos brincar com as águas, sem ter que lutar. Mas a luta demonstra força e, é isso que nos é exigido por outros. Coloque sua máscara e pegue as armas, demonstre ser o que não é. Pareça ser boa em tudo, mesmo que não seja. Esconda esse sorriso bobo. 
Pronto, passou. Agora estamos sós e podemos expor nossas franquezas. Não gosto disso nem daquilo. As coisas simples é que me inspiram, trazem amor e fantasia. Estou farta de tantas cobranças e hipocrisia. Preciso de mais simplicidade e menos praticidade.Tire a máscara e sorria, ria, gargalhe. Concentre-se no nada. Viaje pelos sonhos. Faça planos. Ande descalço, com roupas leves, sem tanta engomagem. Admita que não pode ser tão forte o tempo todo. Permita-se ser livre por instantes. Chore e sorria. Desapegue. Eu sou boa da minha forma. Tanta exigência, tanta complexidade, falta simplicidade. 












(O que ainda resta de bom é ir vender tapioca na praia e viver de amor e vento)

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