quarta-feira, 21 de novembro de 2012

(des) encanto.

No dia em que te falei todas as coisas, achei que meus sentimentos estariam ao meu controle. Quando te vi, pela primeira vez, na escola, percebi que não havia nada de controlável. Eu já pensava em você antes de ir lhe falar qualquer coisa. Já arrumava maneiras propositais de saber coisa ou outra. Me sentava perto, quando podia. Implicava. Olhava sua página, no facebook. Sonhei, planejei, desejei e imaginei muitas coisas, muitas histórias, muitos começos e muitos fins. Depois de falar com você, eu só pensava em maneiras de não pensar em nada disso. Não queria sentir, não queria estar envolvida em nada. O que mais me intrigou foi exatamente o fato de você, sem nem ter conhecimento disso, conseguir mudar muita ideia-fixa minha. Mexeu comigo de todas as formas possíveis. Por isso não acredito em acaso. Lembro de um dia que, do balcão da cantina, te enxerguei na fila do lanche. Meu coração disparou desesperadamente. Minhas pernas começaram a tremer. Só então eu consegui entender a expressão 'coração sair pela boca'. Foi a primeira vez que senti aquilo por uma pessoa. Foi a primeira vez que me senti tão vulnerável, tão doada. Esses momentos não foram tão bons... Eu sentia medo. Mas, mesmo assim, tentei guardar cada cena. Contei cada sorriso seu. Cada olhar, também. Às vezes, fico pensando nisso. Consigo visualizar você sentada, toda torta na cadeira, olhando pro celular.  O que quero dizer  é que, por você, senti coisas que não tinha sentido por outra pessoa, ainda. Sei que não consegue enxergar o motivo. Mas é que, pra mim, você é maravilhosa, menina. Sei, também, que vejo coisas suas que nem você pode ver. Talvez eu esteja errada. Não sei e nunca vou saber. Mas é o que vejo; o que sinto. Quando tudo doía muito, eu conversava com diferentes pessoas sobre isso. Cada uma com uma opinião. Nenhuma parecia ser muito aplicável à você. Como se fosse mesmo única e precisasse de uma nova técnica, entende? Nem eu entendo. Mas tentei. Tentei te dizer tudo que sentia. Tentei lhe dizer que estava disposta a aceitar o que você impusesse. Tentei cuidar de você. Mas, você não parece precisar nem desejar esses cuidados, menina. Sempre te deixei tudo bem claro. E você também o fez. É que as vezes eu tentava enxergar uma pontinha de esperança em coisa ou outra, em algum ato seu. Escrevi dezenas de textos e não postei. Também escrevi mensagens que não enviei. Pensei em ligar e não liguei. Chorei. Quis te questionar algumas coisas, mas achei que não seria conveniente. Nessa semana, em uma das minhas orações, entreguei isso tudo pro Universo. Pedi que acontecesse o melhor. Depois disso, tive vontade de parar de ouvir os outros. Achei melhor agir do meu jeito. Gosto imensamente dessa Letícia que tem fora da  escola. Gosto demais desse sorriso. E, a maior parte desses últimos  dias, só consegui pensar em você. Acabaram meus argumentos. Acabou a minha capacidade de escrever textos tentando te fazer sentir algo. Acabou a minha espontaneidade pra ir falar com você sem ao menos saber se estou incomodando. Entende o que eu tinha postado?! O tempo passa e nós temos a oportunidade de fazer e refazer nossas escolhas. Eu escolhi me permitir sentir isso por você. Eu escolhi me encantar pelo seu sorriso. Eu escolhi me doar ao ridículo. Logo, faço outras escolhas e tudo muda. Não sei se isso tudo é o certo. Não sei se eu fui a tentação/provação que surgiu na sua vida. Não sei se era pra eu ser a outra opção de escolha. Não sei das suas conversas com Ele. Só sei que tenho agradecido por ter me aparecido você. Porque, apesar de tudo não ter passado de conversas e declarações, você foi quem eu pedi. Acontece que temos o livre arbítrio e nem sempre conseguimos entrar em sintonia com o outro. Mas tenho certeza que, independentemente do que venha acontecer nesses próximos meses da minha vida, vou levar um pouquinho de você em mim. Por isso prestei atenção e dei tanta importância para aqueles sorrisos e olhares. Queria ter feito algo mais. Queria ter deixado um pouco mais de mim, entende? Mas isso não dependia só de mim. Você é apaixonante, menina. Desculpe-me por todo alvoroço. Saiba  que esse seu jeito deixou um coração mais que apaixonado... O deixou tão bobo e encantado, que te acharia linda mesmo com aquele pijama fedido que fica jogado em cima da cama. Eu precisaria da palavras infinitas pra escrever isso. Faltam-me. Enfim... Cuide-se, anjo.

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