terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Chega o agora.

Liga. Fala com uma voz tão doce, que acalanta. Sabia que eu estava aqui, sentindo do um dos maiores medos do mundo. Sabe que consigo. Mas também sabe que eu fico assustada quando estou sozinha. A verdade é que eu prefiro assim... Sem ninguém. O medo parecer vir pra mostrar que ainda sou capaz de sentir algo. Estava tão anestesiada esses dias. Sem empolgação com coisa nenhuma. Senti falta de quando a morte dela ainda doía. Falta de sentir alguma coisa. Algo que fizesse eu me sentir um pouco mais humana. Essa frieza não me pertence. Tantos planos feitos. O cursinho, a faculdade, a profissão. Uma casa com cortinas brancas, sala grande, um bebê. E então, não sinto quase nada em relação à medicina. Bebês me irritam. Prefiro um apartamento em tons escuros, que uma casa arejada. Falta sanidade. Espiritualidade. Sei lá. Quanta insensibilidade! 

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