sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quem diria...

E quem diria que um dia eu fosse rejeitar tanta coisa? Ia escolher, mais uma vez, não olhar para aquele passado que me machuca. Tentar apagar as cenas vividas naquele hospital. E ia, de novo, tentar focar em algo que me dará resultados em um futuro prometido à mim, por mim mesma, que nunca chega. E eu escolheria os livros. E fugiria dos relacionamentos cotidianos. E quem diria que eu faria uma pausa, pararia de olhar para o meu umbigo, e olharia para a outra com tanto carinho? Seriam cinco minutos a cada dois meses. Eu me construindo aqui. Ela se construindo lá. Desses raros cinco minutos, cada segundo valeria à pena. E quem diria que um dia eu deixaria de crer em cada uma dessas palavras?

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