segunda-feira, 28 de abril de 2014

Menina das bochechas.

E depois de tanto tempo com coração frio e mente vazia, venho aqui escrever pra você, que foi a última que leu esse monte de memórias de um coração partido, guardadas nesse canto que quase se assemelha a um velho caderno de capa rasgada e folhas amareladas. 
Venho lhe dizer que devagarinho estou retirando as velhas teias de aranha e as mágoas recolhidas, que se escondem entre as frestas, pro caso de você querer entrar. E mesmo sem entender bem as suas palavras, me arrisco a dizer que, se o problema maior for a falta de coragem, eu a tenho pra nós duas. E se o seu coração precisar de reparos, eu seguro a sua mão, pra tentar fazer com que ele bata com intensidade suficiente para se curar. Se você, numa hora dessas, se permitir... Saiba que o meu coração está aberto para tentar cuidar do seu. E a minha boca, pronta pra morder suas bochechas.

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