sábado, 12 de maio de 2012

Monólogo.

Eu poderia ter escolhido acreditar nas coisas que você dizia. Mas não, foi melhor não. A vida é mais interessante quando nos entregamos aos sentimento repentinos, eu sei. É, talvez seja. Preferi não o fazer. É o certo? Sei também não. Só sei que foi mais racional, porém menos divertido. Sinceramente, eu me assustei com todo o meu desapego. Consegui sozinha enxergar o real (risos). Isso é realmente engraçado. Até ontem eu era tão mais bobinha. Também amava mais intensamente. Amo ainda, eu acho. Apenas estou aprendendo a me segurar um pouco mais, demonstrar um pouco menos. Sou "bicho-grilo", faço parte dessa "geração coca-coca" revolucionária, mas só nos pensamentos, não tenho atitudes ainda. Não bebo, não fumo. Estudo coisas desinteressantes. Sei muito, mas não tenho com quem compartilhar. Talvez eu quisesse alguém com quem eu pudesse discutir sobre a Revolução Russa, o sistema capitalista, o holocausto. Talvez eu não queira ninguém mais. Por enquanto tá bom assim. Há dias de saudade (do que não foi vivido). Há noites-sem-sono que penso em você. Há sonhos também, em que você está, quase sempre, presente. Nem sei mais porque escrevo coisas pensando em ti. Outro dia reescrevo essa história. É.



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