Tentei te ligar esses dias. Aliás, todos os dias. Esse seu descaso já me atraiu, hoje não está repercutindo da mesma forma. Já senti bem mais. Se tivesse tido um pouco mais de cautela e paciência teria dado certo. Não tive. Derramei lágrimas. Senti o maior amor de todos, paixão indomável. Não sei mais o que sinto, passou talvez.
Eu até entendo esse seu jeito, não deve ser simples suportar falação. Diálogos e monólogos. Jesus, Deus, pecado, pregações. Certo e errado, julgamentos. Mas você tem capacidade de ter sua própria opinião, de lidar com as situações de forma inteligente. Até tentei te ajudar, você não quis. Aquela frase super clichê que diz que "quem muito se ausenta, deixa de fazer falta" faz um pouco de sentido agora. O problema não é você, nem eu, nem outros. As pessoas são todas assim, agora. As relações são imparciais, pessoas são frias. Já tentei acreditar tantas vezes em tantos sorrisos. Me decepcionaram todos, todas. A verdade é que gostamos sempre do esnobe. Há outras belezas tão mais raras por aí.
Esse meu martírio de querer que tudo seja sempre tão intenso, duradouro. Nunca foi. Deveria entregar-me a fugacidade, a casualidade. É. Isso. Nem sei mais porque tento te escrever algo, demonstrar o que sinto. Esse dia chuvoso de depressão seria perfeito para aceitar que você se foi. Aliás, você nunca existiu. Era só sentimento meu.
Esse seu desleixo fez com que meu coração se desapegasse, deixei-te partir. Essa é a explicação emocional (risos). Um dia deixei de ser tapada e enxerguei o seu descaso. Essa é a explicação racional.
Por que toda essa melancolia? A verdade é que nem me lembro mais. Sei nem o propósito de ter começado a escrever isso. Hoje o dia estava alegre, deve ser a chuva que veio trazer lembranças tortas.
(..) que pena
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