Em meus sonhos, em meus planos, nada é impossível. Muito pelo contrário.. esse ar de impossibilidade só aumenta mais o meu desejo e a minha imaginação. Eu fugiria, deixaria tudo pra ir te ver. Acharia um lugar secreto, só nosso. Te pegaria onde estivesse, sairíamos andando sem rumo, sempre às escondidas, por estradas que ninguém conheça. Tomaríamos o maior sorvete do mundo. Tomaríamos chuva também, mas qualquer lugar seria bom o suficiente para nos escondermos. Olharíamos para o céu e veríamos desenhos nas nuvens ou contaríamos as estrelas. Desenharíamos mapas, planejaríamos viagens e fugiríamos para onde ninguém nunca pudesse imaginar, apenas nós. Pintaríamos o nosso mundo, imaginaríamos casas e escreveríamos coisas que ninguém mais entenderia, apenas nós. Comeríamos pipoca e chocolate até de madrugada e assistiríamos a filmes. Veríamos o por do sol. Veríamos o amanhecer em qualquer parada, bebendo algo e fumando um cigarro de cereja. Fugiríamos para longe da futilidade humana, em nosso mundo nada seria fugaz. Acordaríamos cedo, tomaríamos um café e almoçaríamos sorvete. Quando nada desse certo, conversaríamos no telefone até de madrugada, falaríamos baixinho pra ninguém ouvir.. você adormeceria e eu ficaria ouvindo sua respiração. E, se de repente o plural parasse de existir, eu continuaria fazendo tudo, no singular, por você. Pegaria sua mão, te raptaria e te levaria pra longe de tudo que te prende, pra longe de tudo que te machuca e te deixa mal. Seria a minha menina, te amaria sem cobrar nada em troca, nada. E, em meio ao proibido, estaríamos em nosso mundo e seríamos apenas nós.
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