segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Sem ânimos.

Está tudo em suas mãos, o que precisa agora é acreditar em si mesma. Mas, está é a parte que mais a custa. Porque se sentia assim? Em meio a sentimentos deturpados, lembranças obscuras, um passado que a prendia. Se movia, sim, se movia a fundo: como uma areia movediça, quanto mais tentava sair da escuridão e fugir da força que a sugava, mais era puxada para o fundo de seus sentimentos. Sabia muito bem como sair desse vazio, dessa escuridão, mas, dúvidas surgiam o tempo todo. Nenhum pensamento entusiasmante vinha sozinho, estava sempre acompanhado de melancolia, de profundas incertezas, medo de perder o que ainda não era seu. Sim, medo da incapacidade. Como cativaria o que parecia ser tão superior? O que faria? Era uma flor tão linda, tão perfeita, tudo como aguardara e guardara. O que ela precisara? Faria tudo, a cultivaria, buscaria forças para isso. Se desprenderia da obscuridade e logo surgiria luz. Forças.

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