E tudo que pensara foi no que o outro tinha pensado. Qual a imagem que o próximo formou de si? Esta dúvida martelava em sua cabeça, não sabia o que pensar. Quando tentava ter pensamentos otimistas, logo se punia, pois tinha medo da decepção. Outrora, tinha os piores pensamentos e pensava em não se apegar, se menosprezava a ponto de querer se afastar do que ainda não era próximo. Arrependia-se da sua reação imediata, naquele momento, tudo que teve foi uma mistura de ansiedade, euforia e vergonha. Fizera algo de errado? Será que sua imagem estava mesmo ridicularizada como pensava? Todas essas idéias martelavam em sua cabeça. Não mais sabia o que devia sentir, se devia ou não se envolver... se aquilo que tanto desejava um dia estaria em suas mãos, em seus braços.
Tinha a levado um mimo, foi o que tivera vontade naquele instante. Pensou seriamente em levá-lo de volta, simplesmente não entregá-lo. Mas, naquele momento, em meio a tanta euforia, o mínimo que fez foi lhe entregar aquilo que tinha comprado com tanto carinho, que escolhera a dedo... sua real vontade era dar-lhe um abraço e lhe dizer o quanto já tinha importância em sua vida, mesmo em tão pouco tempo, em poucas conversas. Mas, não havia coragem suficiente para isso: algo ainda a puxara para a sobriedade. Realmente não entendia porque se sentia assim, tão confusa. Tudo que sabia era que a outra chamava sua atenção de forma inigualável e ao mesmo tempo era tão sutil... possuía um brilho, uma beleza interior que era natural. Não era necessário nenhum esforço para lhe conquistar por inteiro, para lhe deixar confusa: realmente confusa.Tudo que precisava agora, para amenizar seu imenso pessimismo, era um sinal, um sorriso apenas. Com certeza entenderia um sinal de quem já era tão importante para si. Mas, enquanto não percebia nenhum sinal, sua imaginação agia... ora de forma otimista ora da forma pessimista mais agressiva que havia. O que a outra pensara de si?
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