domingo, 30 de setembro de 2012

Entrega especial.

Quis ser gente grande. Quis quarto rosa. Quis irmã. Quis um pouco de tudo. Quis casar. Quis a primeira menstruação. Quis pessoas. Quis colo de mãe. Quis amor de pai. Quis sumir. Quis que tudo fosse diferente. Quis outra vida. Hoje, quero que tudo seja exatamente como foi. E que seja exatamente como deve ser. Sou ansiosa. Tenho medo. Quero ter o futuro nas mãos. E quantas vezes a vida já veio mostrar que eu não mando em nada? Inúmeras. Quero a transparência da alma.  Quero confiar plenamente em algo maior. Tô carente de fé, de alma. Quis ser mãe e ainda quero. Quero ser médica. Quero que, em mim, o egoísmo humano seja mais ameno. Quero estar bem comigo mesma. Quero me amar. É... Ensinam tanto que devemos amar o próximo. Por que não ensinam como amar a gente mesmo? Eu tenho a mim. E não quero querer mais coisa nenhuma. Que os outros amores venham como complemento. Sei o que quero, o que não quero. Sei que vou querer coisa demais. Sei que não vou querer mais. Desde que eu não me abandone, tudo será válido. É. A felicidade depende da nossa crença, né? Cético nenhum conseguiu explicar a vida humana. Sabe... Nesse momento tudo que quero (além de curar os pulmões) é um pouco mais de loucura. Aliás, quero toda a loucura do mundo!!! Loucos têm fé em tudo. Loucos não têm medo. Loucos têm vida. Loucos são capazes de saber que nada os pertence. Loucos amam loucamente. Loucos se apoiam, mesmo na sua loucura. Se de médico e louco todo mundo tem um pouco, eu troco meu pouco de médico por mais um tanto de louco. 

A verdade é que de minha essa vida não tem nada. Sei que estão me instruindo muito bem. Sei que tudo tem um motivo maior do que eu posso ver. Estou entregando. Entregando tudo que tenho e tudo que sou. Estou entregando à mim. Estou entregando à vida, ao Sol. Que seja no tempo certo. Que ocorra da melhor forma possível. Que seja quando for pra ser. E que eu seja feliz. Afinal, não fazemos nada além de buscar, incessantemente, a felicidade. Que eu deixe de apenas existir e consiga viver.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Happy Birthday!

Essas datas servem sei lá pra quê. A gente sente saudade de quem é importante. Sente tanta saudade que nem aproveita os que estão por perto. Comemoração deve ser algo espontâneo, surgir de dentro da alma. Não se comemora datas e dias. Mas as cartas recebidas valeram a pena. Os sorrisos, as mensagens, os votos. É, os anos passam. Pessoas vêm, vão, voltam.  Saudade dói. A gente chora. Presentes representam carinho. Abraços expressam amor. Palavras escrevem sentimentos. E a euforia a gente vê no fundo dos olhos. Gente bonita aparece no caminho. Sei lá pra quê. Sei lá por quê.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Coisas sem explicação.

Preocupa-se. Manda mensagem. Liga. O outro não atende. Liga de novo. Escreve as coisas mais lindas. Tenta novamente. Conta e canta histórias diversas. Eu te amo. Blá blá blá. "Exagerado, jogado aos seus pés". E sei lá o quê.
Cansa, descansa. Escreve e apaga. O dia todo, você está nos pensamentos. Não se importa. Rejeita. E a estrada é l
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Sei pra quê não. Isso de amor é complicado, né? Tão complicado que faz a gente desacreditar. E, devagarzinho, a gente vai até deixando de amar. Começa quando deixamos os livros e filmes românticos de lado e passamos a ler livros de jornalistas.
Os perfumes já não são tão cheirosos. As flores não são tão belas. Os finais de filmes não provocam choro. As pessoas ficam mais feias e sem encanto. 

Primeiro amor se veio, se vai. Volta!
Segunda chamada de vestibular é aceitável. Mas ser segunda opção? Nananinanão. 
Se é pra ser amor, que seja espontâneo. Se é pra ser bom, que seja pra todos. Se é pra ser, que seja maduro. "Eduardo e Mônica" é só na música, eu sei. Mas... se não fosse pra gente ser feliz, Deus não teria caprichado tanto nos detalhes, né.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Chove, chuva!

Chuva! Vem, chuva! Chove! Lave a alma, leve as tristezas. Acaricie esse coração amedrontado. Enxague os olhos chorosos. Leve para longe essa ansiedade. Mate essa saudade. Traga amor, leve o calor. Ocupe, por instantes, o lugar do sol ardente. Enquanto isso, ele estará escondido, se arrumando, pra voltar ainda mais lindo. Renove os dias, chuva, com seu cheiro de  calma. 

domingo, 2 de setembro de 2012

Mer**

E mais uma vez essa história de "você não deu valor". Complicado isso, viu? Eu dei valor, você deu valor. Não foi falta de valor nem falta de amor. Pode até ter sido falta de vontade minha... Mas já falamos sobre isso, né? Você sabe muito bem dos meus motivos e, sempre que algo não te agrada, vem com isso de "falta de valor". Hoje em dia você diz que a ama, ela diz que você é a vida dela. Mas não se esqueça que você também já disse isso pra mim. Tudo é época. Isso de "amor" não é coisa que surge assim. Mas, que seja. A humanidade ainda insiste nisso de achar que pra existência de um amor, o anterior tem que acabar. Se são mais felizes crendo nisso, que sejam! E bebam tequila, também.

sábado, 1 de setembro de 2012

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Hey, little girl! Será que, pelo menos você, é capaz de entender a existência de mais de um amor? 

Ponto final.

Falei pra você interpretar o 'ponto final' que te mandei por mensagem. Nem eu sabia o que significava, sabia? Pois é. Descobrimos juntas. Era o nosso fim, né. Fim que, pra mim, ainda não tinha acontecido. Mais cedo ou mais tarde eu tinha que sentir o luto.