sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Sonho bom.

E se ainda houvesse algum resquício de coragem e eu pudesse escrever coisas bonitas outra vez, eu lhe falaria sobre sentimentos e sonhos. A dureza das provas e o gosto amargo da incerteza esfriam a alma. O coração desacredita na permanência dos amados. Dizer adeus torna-se comum, com o passar dos anos. Então, fecho os olhos e sigo em frente, mas não me acostumo com as perdas. Não me esqueço dos antigos abraços, dos cheiros, do toque. Nesse processo doloroso de se tornar adulto, sinto falta da casa da árvore e dos bolinhos de chuva da infância. O tempo passa e as nossas primeiras vezes findam-se. Bem... Ainda faço planos, tento manter o coração aberto e não me perder entre tantos medos. Guardo aquilo que foi sonhado e fim.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Vil (ão)

Espero que ela não veja as atitudes dele. E se vir, espero que saiba entender as suas dores e confortar as dores que me causa. Não me dói tanto ter que lidar com as palavras que ele diz. O que dói e a falta que ela me faz. E todas as vezes que eu espero dele uma atitude uma pouco mais maternal, é decepcionante. Há quem diga que cada um faz o melhor que pode. Não discordo. Mas concordo mais com quem afirma que as palavras cortam mais que facas afiadas. Não sei se o que está em questão é o corte, penso que se trata mais da cicatriz. Porque, depois de meia dúzia de palavras proferidas sem reflexão prévia, gasta-se uma vida toda para digerir o remorso, para perdoar a dor que o outro te faz sentir, mesmo que sem saber que o faz. Sei que ela lutava tanto por mim. E devia querer estar aqui agora, presenciando a colheita, ou algo do tipo. Mas não está. O Espiritismo diz que sim, e disso eu também não discordo. Acontece que as presenças são diferentes. Assim como as saudades. Bem, só sei que ele tem as atitudes que critica no pai. A mulher provavelmente estava certa quando me disse que, geralmente, o que nos incomoda no outro é apenas o nosso reflexo. E então, o outro é o nosso espelho. Enfim... Me machuca aquele jeito de madrasta vil que ele tem. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"The Wrong Direction" - Passenger


"Cos I'd love to feel love but I can't stand the rejection. Hide behind my jokes as a form of protection (...)"

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

onapmuz

E por algum motivo, você reacendeu em mim aquela antiga vontade de escrever. Durante tanto tempo escrevi coisas sobre amor e dor. Depois, quando não mais podia o fazer, escrevi textos e mais textos sobre ética e política, mas em outros cantos por aí. E sabe, eu estava feliz assim. Pela primeira vez, acreditei na realização do meu sonho e cheguei a sentir quase de perto o cheirinho da conquista. Me senti forte na luta, sabe? Mas pra isso, ignorei todos os amores e tornei-me fria perante os sorrisos meigos. Tampei os ouvidos e segui em frente. Quem eu amava partiu pela mesma porta que entrou. Quem me alegrava ainda não disse adeus, mas está distante. De repente, da maneira mais estranha, aparece uma menina-gracinha, que tem aqueles jeitinhos que encantam tanto, que te fazem fazer cara de boba. Sinto vontade de te conhecer mais. Leio e releio as palavras grafadas pelos seus sentimentos, nos seus textos. Entendo o que sente. Admiro o que diz. Concordo com a sua postura. Sei lá. Quem sabe um dia você saiba, que em algum momento, eu sorri feliz por causa de uma das suas carinhas fofas.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Little girl,

Hoje eu senti saudades infinitas de você. Não daquelas que se posta no comentário da foto, no facebook... Mas a saudade que dói, que machuca. Que é nostálgica. E de repente, uma mistura de sensações: a árvore sem folhas, a voz tão doce, a paixão por sorvete, o abraço macio, as idéias malucas, o sorriso tão lindo e o jeitinho de morder o lábio enquanto ri. Sabe, às vezes ainda assisto aquele seu filme preferido, pra matar a saudade... Ou senti-la mais intensamente. Mas hoje, a saudade foi infinita, como se eu sentisse amor, sabe? Tentei ligar naquele seu antigo número, olhei umas fotos suas. Fiz tanta coisa esse ano, e às vezes me pego pensando que você gostaria de saber... Mas agora você se foi, está longe, apesar da pouca distancia. Hoje a saudade veio me dizer que você ainda existe em mim.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pra um amor perdido.

Deparei-me, então, sentindo falta de sentir. Era como sentir saudade de sentir sua falta. Falta daquela esperança. Talvez você tenha ficado com todo o meu amor... Foi embora sem me devolver. E agora, esse sentimento é de outra, de outro, de outros. Me dei conta do quanto você me mudou. Segui friamente o meu caminho, não olhei pra traz e não chorei em vão. Mas agora fico imaginando quando é que a falta sua vai voltar. Achei, em você, mil defeitos. Encontrei, em outros corpos, tantas qualidades... Não foram suficientes. Dos mil defeitos, amei mil e um. Não sei mais se é amor e também não sei mais amar. Depois de tantas confidencias, você é uma estranha. Não sabe das lagrimas minhas e eu não sei dos encantos seus. Quando ouço as suas historias, finjo não te conhecer e faço uma nova amizade. Como se nos conhecêssemos novamente a cada vez. Não traz tristeza nem desalento. Mas somos novas pessoas... Distantes, desconectadas, desconcertadas. Amigas. É suficiente, mas te mata em mim. E eu já nem sei como me referir a você. Não penso, não imagino, não sinto e não lembro. Apenas sinto saudade disso tudo. Saudade da menina minha e do sentimento que me fazia mais mulher. Simplesmente volto à meninice de antes.

Apesar de insignificante ao seu olhar, parte minha, de alguma forma, ainda é sua.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Poderia ser você.

Depois daquela pergunta que ela me fez, eu percebi que meu coração estava vazio de paixões. E talvez eu esteja mesmo esperando um ser encantado. Tão encantado a ponto de saber amar e sorrir. Um ser estranho, que repare a simplicidade. Que contemple as estrelas. Que se doe a todos. Que tenha calma. Um ser que seja lindo em seus defeitos. Que se permita amar e ser amado. Que cultive flores entre os lábios, no canto do sorriso. Um ser imperfeito. Alguém que erre, mas erre amando. Amando a si, amando o outro. Um ser encantado, a ponto se ser humano. 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Você de longe.

Queria que você voltasse logo. Queria que você tivesse vontade de me conhecer melhor, pra eu tentar te mostrar o melhor que posso ser. Talvez seja tudo só coincidência. O país. A história, que tanto me machucava, ter terminado. Você ser assim, com tantas qualidades. Bem... Eu sei que a sua vida já está a frente. E também sei da minha  realidade. Mas deixe eu te mostrar. Demonstrar. Eu não sou só isso. É que as coisas são um pouco complicadas para serem ditas por mensagem. Enfim. Que o seu dia seja bom aí. E tomara que tenha bolo e guaraná!

Vovó e João.

E amor também é assumir a culpa, pra impedir que o mais frágil tome bronca. 

sábado, 20 de julho de 2013

Menininha dos elogios.

E se quer saber, não vejo a hora de ir pra casa. Pra minha ou pra sua, tanto faz. No cinema, na rua, no banheiro. Um beijo, abraço, amasso. Mão entrelaçada, mensagem melada. Sorrisinho de canto de boca. Ciúme. Teu romantismo. Não sei se está certo, mas ninguém questionou. Bilhetes que trazem sorrisos.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Pra aquecer o coração.

Estou por aqui, esperando você voltar e me contar tantas histórias. Tudo aí deve estar tão bom e tão lindo... Mas saia logo desse frio e venha pra debaixo do meu cobertor. Deixe esse seu medo por aí, que eu só quero teu sorriso. Deixe-me encantada. Deixe-me pasma com o seu jeitinho. Dê-me mais motivos pra dormir sorrindo. Faça-me rir dessas carinhas suas. E faça-me o melhor carinho do mundo. Volte logo. Volte sempre. Vem pra cá. Pra debaixo do meu cobertor. Deixe-me aquecer seu coração. Para esquentar as mãos, te faço um chá. Ouço suas histórias, arrisco alguns conselhos. Mas sei lá, só volte pra cá.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Você.

E hoje, depois de tanto tempo, lembrei daquilo que sentia por você. Me veio um gosto amargo de paixão excessiva, amor platônico, irreal, sei lá. É certo que isso é um tanto quanto desrespeitoso, porque essa menina aqui se esforça pra me fazer tão bem. E olha, eu gosto mesmo daquele jeito doce que ela tem. E do abraço terno. E dos beijos meigos e da falta de pressa. Mas hoje me deu saudade de você. E vontade de você. Saudade desse seu jeito arrogante, do seu ego grande, das suas palavras frias. Saudade de você assim: crua. Saudade de você bem do jeito que você é. Saudade de você fugindo e fingindo. Saudade da sua ironia. Saudade de sentir saudade sua no fim do dia. E de poder me lembrar de você sem ser repreendida. Saudade imeeeeeensa da sua voz e do seu  jeito de falar (a respiração, a risada, sei lá). Deve ser porque você estava assim tão perto. Deve ser esse quarto que me traz lembranças. As paredes me sufocam lentamente e me causam essa angústia de quase choro. A outra te usa pra me passar raiva. Eu te uso como desculpa. Ela me usa de todos os modos, quando precisa. E no fim, ninguém se pertence. Ninguém é e ninguém foi. Sei lá se há amor... Mas deu até vontade de dizer.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

L de Anjo

Hoje eu olhei pro céu pra te ver brilhar. Adormeci e sonhei com a sua luz. Luz de Lúcia. Luz de paz. Luz de amor meuzinho. Mas os pesadelos me atormentam. E então eu ouço a sua voz ofegante "_ Ore, Ari, ore pra me aliviar!". A doença consumia cada parte sua. E consumia também o meu coração. E a minha fé. E a minha esperança. Retirou, então, a minha luz... A minha Lúcia. A saudade vai corroendo a alma. As lembranças vão me torturando lenta e dolorosamente. Escondo-me em mim. Tranco a porta. Deitada na cama, cheirando um lenço com o seu perfume, entro em um transi sinestésico. Sinto o beijo que você me dava, pela manhã, na bochecha. E sinceramente, sonho em olhar no espelho, ao me levantar, e encontrar a marca do seu batom na minha face. Deito-me de
bruço e imagino a sua mão acarinhando as minhas costas, vagarosamente. Por favor, me ilumine novamente. Ilumine-me constantemente. Dê-me forças para agüentar essa jornada. A vida solitária tem me decepcionado.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Para a moça que me esqueceu:

Sinto a sua falta todo dia. Por detrás da mágoa, há carinho.  De amigo ou de sei lá o quê. Era feliz a nossa amizade. Eram místicas as nossas conversas. A liberdade se foi. Você fechou todas as portas que um dia eu pensei estarem abertas. Você se foi. Sobrou o vazio e meias palavras. Sobraram suas letras grafadas em vão... Por pena ou obrigação. Só lhe digo uma coisa: ainda sobra muita falta da pessoa que eu pensei tão linda. 

domingo, 30 de junho de 2013

(re) Encontro.

E como se o tempo não tivesse passado, e como se a vida não nos tivesse levado a rumos diferentes, e como se outras pessoas não tivessem existido no caminho... Fez-se primavera no outono quando o seu sorriso floresceu. O olhar doce e a pele macia, marcada com um beijo de batom vermelho meu. 

domingo, 12 de maio de 2013

Por um mal feito da noite passada.

 Depois de tantos planos feitos, nada aconteceu. Nem um abraço pra ficar guardado. Nem um adeus bem dado. Um pouquinho do seu perfume no lenço meu. Alguma lembrança pra se ter. E tudo que tenho é um sentimento que amarga a boca e acelera o coração. Angustia e desperta desejo como o toque de uma mão nunca houvera despertado. Acaricia a alma e vicia os sentidos. Em um surto de desespero, meu coração clama por um sinal. O coração grita seu nome e ecoa no meu interior. Pede para que você não deixe a razão agir sozinha... Porque tudo o que essa quer, é matar o que de seu ficou em mim. As lágrimas não correm mais por medo e nem por tristeza e nem por alegria. Correm por desespero. Querendo soltar um último suspiro e te deixar. Mas a sua alma parece encostar na minha e me pedir pra ficar. E é uma alma tão linda! Eu não quero, e você não quer também... Mas algo insiste em me pedir pra ficar. O que você diz machuca o ego, mas não atinge o sentimento. E deveria atingir, não é? Talvez, no fundo, eu só quisesse um abraço seu e a sua voz dizendo que isso vai passar e ficará tudo bem. Espero que, algum dia, ela ou qualquer outra pessoa te ame assim. E cuide de você da forma que eu não pude. Eu cansei de vestir essa armadura até pra você. Eu te amo muito! E você ainda é quem me inspira. Ainda é a menina mais linda do meu mundo. Mas isso é só meu e você não tem que lidar com nada disso. Desculpe-me por tudo (é um pedido arrependido, de consciência pesada e coração apertado). E eu não sei demonstrar pra você o que eu realmente sinto. Quando eu tenho vontade de tentar, eu surto e faço tudo ao contrario. Então, se algum dia eu lhe disser qualquer coisa torta, lembre-me disso. Menina minha, menina linda, menina que me fez entender Vinicus de Moraes.

domingo, 21 de abril de 2013

O que não seremos.

E então, eu miro o futuro e vejo tudo aquilo que nós poderíamos ser. Vejo tudo que não seremos. Alguns casais não serão isso ou aquilo por incapacidade. E nós, por covardia. Somos seres hedônicos. Sacrificamos o futuro por um presente de prazeres. Prazeres que se tornam lembranças. O futuro que poderia ser uma vida toda. Sonhos guardados. Momentos que serão vividos com outras pessoas. Um romance no lixo. Decompondo-se dia a dia. Aumentando a distância que já havia entre nós. O namoro. A música escolhida pra um dia que seria especial. A médica, a publicitária. Um carro alternativo. A discussão pela cor da cortina. Alguns quadros na parede da sala. Uma cama grande, com um cobertor xadrez. Sapatos espalhados. Bolsa jogada no sofá. Um tapete. Comida congelada. Chocolate. A novela. Uma vitrola e alguns discos de vinil, para decorar. Uma prateleira de livros no escritório. Os beijos. As surpresas. As brigas e lágrimas. A cama. Um casal mítico? Esse teria coragem. 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Talvez mais tarde a gente se encontre na esquina do bar. Conte-me umas histórias e tire-me do rumo. Não lhe prometo amor nenhum, porque levaram tudo embora. Mas pode ser que a gente se divirta por duas ou três horas.

domingo, 14 de abril de 2013

Penúltima vez.

Feche os olhos.
Respire.
Busque toda a força que se tem. Ria. Sorria. Mude o semblante de lamento. Ignore o coração. Responda racionalmente. E aqui estamos... Sendo, outra vez, melhores amigos. Não é de todo ruim. Mas lembre-se sempre de reparar bem no que não lhe digo.

sábado, 13 de abril de 2013

Insanidade.

E então a distância parece ficar tão maior. Fazia muito frio lá fora. Internamente, o meu coração parecia estar em chamas. Uma confusão mental. Tantas opiniões sobre uma única coisa. E entre uma voz e outra, eu desejava a sua boca. Aquele abraço. Voltar no tempo. Refazer as frases. Mudar atitudes. Te buscar. Mas agora essa distância parece aumentar cada vez mais. A confusão aumenta. Tanto pensamento desnecessário. Vontades erradas. Tentação. Ligação. Sei lá. É hipocrisia minha lhe pedir isso... Mas, por favor, não deixe que os nossos corações se esfriem. Eu sei que posso te fazer bem. Acredite.

Eu amo você de um jeito torto. Mas amo.

domingo, 31 de março de 2013

Amor da vida.

Ei, anjo meu, sente-se aí e fique um pouco mais. Abrace-me e permaneça assim enquanto puder. Tens para si todo amor que há em mim. Um pedaço meu, é teu. Doado sem precedentes. Sem taxas para me ter assim, da forma que preferir. Mas, por favor, se tiver que partir, diga-me baixinho.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Dor na alma.

Mãe, mamãe, mãezinha. Um ser meu. Essa saudade ficou guardada por tanto tempo e, agora, tudo me lembra você. Ele parece ter escolhido a dedo uma mulher pra gerar a menina que, posteriormente, seria dele. A dor do desapego dói antecipadamente. Consegui entregar o meu maior sonho nas mãos do Universo. Mas entregar a vida dele? Não. Percebo isso e espero ter, ao chegar em casa, o colo mais seguro do mundo. Então chego e percebo, novamente, que ele se foi. Dói tanto. Um egoísmo tão grande. Te querer pra mim. E te guardar em uma caixinha. Um lugar meu e seu. Reserva de colo pra quando precisar, sabe? Três anos e oito meses se passaram. O outono chega e traz as lembranças. Traz as imagens de um corpo que, lentamente, perdia a vida. Já diziam... "Os bons morrem cedo". Aonde você está agora? Será que pode ver tudo que está acontecendo? Quando choro, apago as luzes pra você não ver. Lembro do dia em que percebi que logo você partiria. Pensei na festa de quinze anos, que você não veria. O primeiro namorado, que você não conheceria. A aprovação no vestibular, que você não cemoraria. Ahhh... As formaturas, que você não assistiria. E, por fim, o neto que você não teria. Em cada data, uma nova perda. Os gritos param na garganta. Pra cada sorriso, uma lágrima.  "O todo é sempre maior que a soma das partes". Muitos se aproximam do que você era, mas nenhum é grande o suficiente para preencher esse vazio. A lágrima corre e leva consigo boa parte da minha dor. 

"Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma..." - sábio Chico.

sábado, 2 de março de 2013

Invasor passageiro.

Essa ausência de você me destrói. Causa uma fadiga que inicia-se no estômago e sobe até o coração. As mãos tremem em um ato ivoluntário incessante. O pensamento vai lá e volta cá. Imagens são formadas, cenas imaginadas. Tudo desgostoso. Escrevo, escrevo, apago. A primavera findou-se. O verão aproxima-se do fim. Os dias ficam cinzentos. O seu gosto fica mais amargo. Algo subjetivo pode ser entendido quando se quer. Minhas palavras sempre foram claras demais. As frases, sequênciais. Diferentemente da paixão, que era ilógica. Definição disso de agora, eu não tenho. É tão bom. É tão mais simples, menos árduo. Um amor constante, de proporção direta. Doce de se pronunciar. Amargo de sentir. Mel. Fel. Indefinido e tão presente. Repentino. Lento. Indefinido e tão presente.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Menina,

Hoje senti uma vontade gigantesca de lhe dizer uma coisa. Veio do fundo da alma. Sei lá. Acho que você não entenderia. Mas não me importo mais com esses julgamentos. 

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Demasiado lamento.

A dúvida corrói. A meia verdade não satisfaz. Mas é melhor não falarmos sobre isso. Eu sou apenas participante dessa história louca. Ele a vive. E deve ser como ter uma faca na cabeça. Uma bomba relógio. Tic tac, tic tac. Uma vida se transforma em um inferno. E quando foi? Como foi? Com quem? Sei lá... À essa altura, nada mais importa. Se quer saber, acho que já o perdoei. Hoje tenho medo de perdê-lo. Mas esse medo é dos mais egoístas. Penso em mim. A culpa vem. Culpa que eu sinto por não ter a conhecido. Como assim? Tudo parece ser tão injusto! Lhe dão o que ela mais queria e não a deixam cuidar? Triste. Tanta gente envolvida. Tanto coração partido. Tanto rosto inchado, molhado de lágrimas de tristeza. Só queria saber se um dia essa dor passa. Raramente lembro desse assunto. Mas quando a lembrança invade, faz arder. E arde a culpa pelo esquecimento. Eu fui a abandonando lentamente. Mas sabe, quando tudo parece ser tão duro e injusto, eu lembro que ela acreditava piamente em quem eu seria. E acreditava que eu seria qualquer coisa. Bastava sonhar. E lutar. E deve ter sido por isso que, em seus ensinamentos, me mostrou como ter garra. E ser durona. Ele pode ser culpado por toda essa dor. Mas eu, sinceramente, o quero bem. E dói dizer que eu não queria que nada tivesse acontecido de forma diferente. Nunca fui à fundo nesse assunto. Sempre foi algo meio proíbido, não comentado. Formei uma nova imagem minha, pra apresentar aos olhos alheios. E tão poucos ultrapassam essa muralha. Não me orgulho disso. Mas é a forma menos dolorosa de lidar com a situação. Esses casinhos banais são só alguns pontos de fuga. Muito mais fácil sofrer pelo ridículo, que pelo verídico. Por detrás dessa máscara, há olhos que choram. Atrás da fortaleza, há um coração que lamenta. E lamenta imensamente a sua falta. E sofre por não conseguir demonstrar, a quem merece, o verdadeiro amor cativado.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Quem diria...

E quem diria que um dia eu fosse rejeitar tanta coisa? Ia escolher, mais uma vez, não olhar para aquele passado que me machuca. Tentar apagar as cenas vividas naquele hospital. E ia, de novo, tentar focar em algo que me dará resultados em um futuro prometido à mim, por mim mesma, que nunca chega. E eu escolheria os livros. E fugiria dos relacionamentos cotidianos. E quem diria que eu faria uma pausa, pararia de olhar para o meu umbigo, e olharia para a outra com tanto carinho? Seriam cinco minutos a cada dois meses. Eu me construindo aqui. Ela se construindo lá. Desses raros cinco minutos, cada segundo valeria à pena. E quem diria que um dia eu deixaria de crer em cada uma dessas palavras?

De um jeito calmo.

Agora já tenho umas duas ou três promessas a cumprir. Nada foi como imaginei. Talvez nem tenha acontecido o que pedi. Mas acredito que aconteceu da melhor forma que poderia. E sabe, hoje eu não desejo que nada seja diferente. Apenas espero que seja bom. Que os assuntos fluam. Que a vida vá nos aproximando. E que nos dê a relação mais apropriada. Sem toque. Sem encontros inesperados. Sem troca de olhares. É que esperar alguma coisa doía muito. E mesmo sem motivo, eu esperava. E a insegurança tomava conta de mim. Não me deixava, nem por um segundo, ser como eu sou. E sei lá porque, tudo foi se ajeitando. As visões foram mudando. As ideias foram pensadas, repensadas e amadurecidas. Uma pena é que talvez ela só conheça o meu lado mais infantil. As palavras passaram a ser medidas. Nada é dito ao acaso. A inspiração pra escrever ainda está aqui. Mas agora há uma pontinha de vergonha e orgulho enrustido. Mas ela sabe que eu não deixei de pensar em nada. Tudo do mesmo jeito. Continua sendo a menina dos meus sonhos. As coisas se tornaram mais simples da forma que estão agora. Uma conversa de cada vez. Muito mais cômico. Desinteressado. Sei lá.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Tortura sonhada.

Hoje me perguntaram se eu ainda escrevia aqueles meus contos eróticos. Por um instante, pensei em dizer que sim. Pois, apesar de não serem postados, ainda há um outro rascunho perdido na gaveta da escrivaninha. Mas, ao mesmo tempo, tenho fugido tanto dessas histórias. O último rascunho foi o relato de um sonho. E que sonho! Há muito tempo eu não tinha um desses. Tão real. Acordei como se eu tivesse vivido aquilo. Passado alguns momentos com quem eu mais desejei estar. Tocado. Declarado. Explicado toda essa confusão. E no sonho, eu não precisava esconder o que era, pra mim, tão real. Ela havia perdido todo o medo. Estava ali, entregue. Despida de temores. E literalmente despida. Tão minha. Escrevi as palavras que ela me disse. Eu nunca havia pensado em nada daquilo. Em nenhuma daquelas palavras. Talvez seja apenas a criatividade do meu subconsciente entrando em ação. Talvez sejam os pensamentos dela chegando até mim. Não acredito nisso. Não desacredito naquilo. Tanto faz. O tempo vem pra dar um jeito. E o cérebro me faz agir da melhor maneira.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Chega o agora.

Liga. Fala com uma voz tão doce, que acalanta. Sabia que eu estava aqui, sentindo do um dos maiores medos do mundo. Sabe que consigo. Mas também sabe que eu fico assustada quando estou sozinha. A verdade é que eu prefiro assim... Sem ninguém. O medo parecer vir pra mostrar que ainda sou capaz de sentir algo. Estava tão anestesiada esses dias. Sem empolgação com coisa nenhuma. Senti falta de quando a morte dela ainda doía. Falta de sentir alguma coisa. Algo que fizesse eu me sentir um pouco mais humana. Essa frieza não me pertence. Tantos planos feitos. O cursinho, a faculdade, a profissão. Uma casa com cortinas brancas, sala grande, um bebê. E então, não sinto quase nada em relação à medicina. Bebês me irritam. Prefiro um apartamento em tons escuros, que uma casa arejada. Falta sanidade. Espiritualidade. Sei lá. Quanta insensibilidade! 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

V de você.

Meu coração disparou quando te vi ontem. Aliás, disparou em todas as vezes que te vi. Quase sempre por acaso. Destino. Atração de energia. Sei lá. Acho que a gente poderia dar certo. Eu faria de tudo pra te deixar bem, pra te deixar segura, pra te fazer feliz. E até então, tem me parecido fácil conversar com você. Onde há conversa, há entendimento. Mas eu não sei o que você quer. Se quer ela, se quer outra, se quer ninguém. Bom... Pense nisso! Tenho um pouco de medo. Mas... Eu quero você. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dilema.

Guardei tanto arrependimento disso tudo. Fui até uma Igreja. Fiz pedidos íntimos. Se alguma daquelas beatas tivessem ouvido, certamente eu teria sido excomungada. Tanto faz. Até então, o pedido nem atendido foi. Nem coragem eu tive pra tentar resolver isso que ainda me aflige. Tentei. Escrevi. Implorei. Mais que isso eu não consigo, de verdade. Tenho medo. Medo de você e das suas más respostas. Tão ridículo! Coisas boas acontecem, e eu ainda me prendo a essa idiotice toda. Saudade daquela época mais despojada. Por aqui, tudo parece estar tão bem. Essas conversinhas da menina têm me encantado. Sei lá. O jeito dela. O cabelo. Os costumes. Tudo muito meu. Mas aí penso que posso estar agindo da maneira anterior. Exatamente com a mesma bobeira. Duas vezes o mesmo erro, sabe? Aí, com medo de fazer coisa demais, não faço coisa nenhuma e a deixo passar. 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Desabafinho seu.

E fico sem entender. Dessa vez nem consegui imaginar o que poderia ser. Complicado demais. Sempre tanta paciência. Uma hora deixa de ser bonitinho e passa a ser chato. Sei lá. Você sabe de tudo. De tudo mesmo. Me conhece até do avesso. Já eu, mal sei interpretar o significado de um sorriso teu. Descobrir o motivo da sua braveza é ainda mais difícil. E sabe, chegou em um ponto que tenho medo de falar com você. Medo de escrever aqui. Medo das suas respostas. Deve ser pela consideração que dou para cada palavra sua. Enfim. Fim. Blá blá. De verdade, não entendo. E de que adianta ser o leitor 'número um' do blog, se nem ao menos me deixa saber da sua vida? A gente poderia ter a relação que você quisesse. Amiguxa. Amiguinha. Confidente. Paquera. Namorico. Ou pode ser como você faz... E sermos nada. E tudo o que poderia ser, vai se perdendo. Sério, pense nisso. E, por favor, ao menos me diga motivo do sumiço, antes de sumir de vez.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Olha só, morena.

Tô aqui! Devagarinho vou fazendo coisa ou outra. Ainda não me encaixei muito bem nesse mundo novo. Ainda tento esquecer isso e aquilo. Mas você me encanta. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ufa ufa.

Ô, tempo bom, passe não. Sente-se por aí e fique. E vá comigo pra onde eu for. Me acompanhe por esses meus caminhos loucos. Tô sem rumo, mas não tô sem objetivo. Esse meu jeito, meio desleixado, é só a paz transparecendo. Sei lá. Tá tudo muito bom assim. Esse lugar já não me afeta mais. Nem sei como eu me sentia antes. Me lembro que não era bom. Solta de mim mesma.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Ponto final.

E depois desse dia, tudo acabou. Pensei que a distância seria responsável por isso. Nem foi preciso.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Pensamento foi longe.


Um dó.

Talvez seja tarde quando eu aparecer novamente. Talvez as vagas lembranças, que você ainda deve ter, sumam de vez. Não quero isso. Nem sumir eu queria. Mas é o que a situação forçou. E ainda acho que é o que você queria.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sabedoria de vivência.

Então me lembrei de quando eu me sentava naquela poltrona pra falar sobre ela. E falava como se fosse a coisa mais importante da minha vida. E era. Era, naquele momento. Me inquietava por não saber desvendá-la. A sala de terapia se tornava pequena. Escutar uma outra pessoa, falando sobra a menina, me afligia  a ponto de me fazer sair da poltrona e me sentar no chão. Até era bom. Mais fresco. Mais confortável. Mas a situação, em si, não era nem um pouco confortável. Meus medos sendo expostos. Uma amor tão ridículo sendo trabalhado. Enfim... Essa foi só uma lembrança engraçada. O que mais me intrigou foi o fato de eu ter feito a terapeuta pensar em uma das minhas frases filosóficas. "Nem tudo se vai" - eu disse. Depois de tanto tempo, ela concordou. Algumas pessoas surgiram para serem eternas. Eternizam-se antes mesmo de surgirem. Aparecem em nossas vidas no momento certo. E por mais que, a princípio, não pareça, agem da maneira correta. Nossa visão não é capaz de reconhecer algo tão grandioso. Essas pessoas são vistas com o coração. Elas ficam. Fazem parte da nossa história. E, sem dúvida, são dignas de nosso reconhecimento.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

O que é real.

Na verdade, queria cuidar dela. Cuidar para que fosse bom. Para que fosse respeitada. Para que não sofresse. Cuidar para que fosse tudo no tempo dela. Cuidar para não prejudicá-la. Cuidar da discrição. Cuidar com carinho. Cuidar da amizade. Ouvir desabafos, choros, incertezas. Aconselhar. Cuidar para que fosse amada. E para que vivesse um amor. Mandar flor, escrever bilhetinho. Cuidar para que não se sentisse presa. Cuidar para que tivesse a liberdade de agir como seus sentimentos mandassem. Cuidar para que não tivesse pressa. Queria ser a pessoa madura que a fizesse feliz por um tempo. Que lhe mostrasse as novas experiências.Queria ser alguém para... cuidar dela. Alguém para que ela experimentasse. Alguém com gosto de proibido. Alguém preparado para aceitar que, em algum dia, ela partiria para conhecer o mundo. Alguém que aceitasse que o amadurecimento que ela ganharia poderia servir pra lidar, posteriormente, com o seu verdadeiro amor. Queria ser alguém para não cobrá-la, não pressioná-la. Alguém para amar e soltar. Alguém que andaria quilômetros para vê-la. Alguém disposta. Tudo muito lindo. Tudo muito meu. Tudo cor-de-rosa demais. Tudo de verdade verídica e verdadeira. Ninguém ganha, alguns perdem. Bom, que seja! Tô por aqui. Tô indo embora. 

Um dia a gente aprende.

Falta coragem. Falta brilho no olhar. Falta valor nas coisas pequenas. Falta exclusão de fatos banais. Todo mínimo detalhe tem potencial para se tornar uma grande história. Todo sorriso é válido. Em cada canto da boca, uma gota de amor. Amor por qualquer coisa, amor por tudo. Vida é amor. Viver é amar. Há quem discorde. Há quem não ame. Há quem não viva. Pra ser bonito, basta ser sincero. E é assim. Cartas são tão raras. Bilhetinhos apaixonados não são escritos. Sentimentos são escondidos. Pessoas sofrem. E choram. E perdem. Gentileza? Quase extinta. Perde-se o encanto quando perde-se a crença no amor. Tão lindo é ser romântico. Tão lindo é viver sem medo. Sem rótulos. Tão lindo é viver sorrindo.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Desenrola.

Vem, reclama, vai. Tenta garantir que eu esteja por perto. Quer aquele amor de volta. Ciuminho inho. Boba, bobinha inha. Sabe que isso poderia dar certo, né? Eu e você. Nós. Sei lá. Mas tô cansada de você não me explicar nada. Foi sempre assim. Namora. Não namora. Foge. Some. Volta. Sério, não me atinge mais. É que tô sentindo tanta falta do que não deveria sentir. Aí me esqueço do que tenho. Tenho? Que chatice! E não poderia haver distância entre nós. A frieza da cidade atrai nossos corpos. É como se, instintivamente, desejássemos mais do que cumprimentos. Mais que abraços. Mais que beijinhos de despedida. Mais perto. Junto. Sabe do que tô falando? Eu entendo seus olhares. Mas me falta tanta coragem. Desculpe-me, não estou muito bem. Aqui me entristece, me traz lembraças, saudades, esperança. Preciso voltar! Voltar pro meu mundo, voltar pra você, voltar pra mim, voltar pra quem me precisa. Impus uma condição quando lhe entreguei aquele cartão. E você? Nada ainda. E aí? O mês tá acabando. Fim de férias e blá blá. A menina, que faz você se sentir tão incomodada, está aqui. Está no passado. Está onde ela quis ficar. Resolva-se logo, por favor. Tô tão cansada de bobeirinha. Tô querendo mais que isso. Você sabe. Me conhece. 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Chat chat chato.

Tão bobo e tão sério. Não é nenhuma dessas paixõezinhas toscas. Pensei que fosse. A distância mostrou que não. Ter pensado em você enquanto a outra, olhando no fundo dos meus olhos, fazia uma semi-declaração, foi a prova do que é real. Tudo passa. E assim vai... Passando. Então, não sei o que lhe responder. E vou pensando. E vou esperando. E vou tentando formular uma frase em que eu não lhe diga mais nada sobre as coisas que escrevo aqui. Nada sobre o que sinto por você. Se é sua vontade, a respeito sem questionar. Tenho chorado tanto. A saudade dói. E mais uma vez, é um sentimento novo. Não a saudade em si. Mas o fato de eu a sentir por alguém que poderia ser tão insignificante. Não é. E que valor imenso você tem para a parte minha que não pensa. Não faço ideia de qual foi a sua intenção. Acredito que tenha sido boa. Mas conhecer pessoas, acontece naturalmente. E, às vezes, penso que eu sempre estive disposta a aturar essas suas 'coisas'.