quinta-feira, 26 de abril de 2012

Peter Pan, Wendy.

 _Não tenho a menor educação, mas sei várias histórias sobre piratas! E o meu objetivo é escrever um livro em três partes sobre minhas aventuras.
 _ Que aventuras?
 _ Não sei, ainda tenho que vivê-las.
 _Mas... Não há nada mais difícil de se casar do que uma escritora, Wendy!
 _ Casar??????






terça-feira, 24 de abril de 2012

Humanos.

Somente o amor, sentimento tão grandioso, é capaz de humanizar a nós, seres tão imperfeitos. O amor pela flor, pela mãe, pelas estrelas, ou por ela. Sentimento puro que tem capacidade de fazer com que nós, ao entendê-lo, atinjamos a perfeição. Os fracos não podem amar, pois ainda estão dentro do casulo do medo. Só os corajosos possuem a virtude de sentir coisa tão bela. 
Nem os maiores filósofos foram capazes de entender que, muitas vezes, não precisamos da razão e sim do coração. A inspiração para a música ou para o poema não é racional. E estas talvez sejam as coisas mais belas praticadas pelo homem. A racionalidade tantas vezes já resultou em guerras e destruição. Amor:  algo tão perfeito que nos torna humanos a partir da irracionalidade.

A cigarra e as lembranças de chuva.

Um menino, magrelo, diferente de todos os outros. Enquanto os outros moleques jogavam futebol ou fazia coisa outra qualquer, ele prestava atenção no tempo. O céu se fechava, nuvens o encobriam. As cigarras começavam a cantar. Mas ainda não tinha conhecimento sobre o que era uma cigarra. Bicho intrigante. Acreditava que aquele som era o canto das árvores, emitido enquanto o vento as faziam dançar. A chuva se aproximava, o pequeno correu mas não foi capaz de fugir: se molhou. Naquele instante sentira medo, temia a chuva, temia o vento e os sons. 
Anos depois, quando já era grande o suficiente para saber o que era uma cigarra e já guardava mágoas em seu coração, estava na sacada de seu apartamento, terceiro andar_ onde chegavam a copa das árvores. Tarde tediosa, o som da cigarra surgia novamente. Era um verdadeiro tormento. A chuva se aproximava. Quando as nuvens começaram a derramar as primeiras gotas de água, os seus olhos também fizeram o mesmo. Caia água lá fora, mas chovia dentro dele. Aquela tempestade de sentimentos começaram se esvair de seu corpo no ritmo da chuva. Chuá chuá, lá fora e lá dentro. Lembranças de chuva.
Só então, foi capaz de entender o sentido daquele bicho intrigante que marcara sua infância. Se identificara. A cigarra, passa a maior parte de sua vida embaixo da terra, longe do mundo real, sofrendo processos de metamorfose. Até que um dia, sua casca se rompe e ela está pronta para a vida, para enfrentar a realidade. Mas a verdade, é que ela começará a passar por um outro processo de preparação para a sua morte, regredirá. Entre a vida e a morte, o que vale a pena fazer? A cigarra passará sua pequena vida mundana cantando até que um dia exploda e morra. Então, pelo que vale a pena cantar até morrer? Certamente, o canto da cigarra e a chuva vêm para nos lembrar o que compensa, para nos trazer de volta ao mundo e nos fazer renascer. Tantos nascem e morrem sem ao menos descobrir que têm o poder de cantar por algo nesse mundo! Qual o sentido da existência? A cigarra faz tudo tão bem e tão certo, o que a razão não nos permite fazer. Aja, as vezes, instintivamente e ouça o canto da cigarra, sinta medo da chuva, derrame suas lembranças em forma de lágrimas. Deixe que a água caia lá fora e que chova aí dentro. E quando se tem três esferas nas mãos, mas só poderá segurar duas? Lembre-se do som da cigarra, ouça a chuva. Saberá pelo que vale a pena lutar. Por mais que doa a perda da terceira esfera, saberá que está fazendo o melhor naquele momento. Encare a vida e a morte.

















                                                u


        &  A                          é
      a     m                                                                                        p    a  z
    d          o                  c                                                                      i
   i              r                a                                                                    c
V                 t              r                                                                   n
                      e t e r n i d a d e                                                   ê
                                  d                                     s                    
                                  a                                   a   m  o  r  e  s
                                  d          c                        h                  a
                                   e s p e r a n ç a          l                 h    u  m  o r
                                               i                   o                       d
                                                  n             c                       f  a m í l i a
                                                       f       s                            d i s t â n c i a
                                                            e                               e
                                                                 r
                                                                     n
                                                                         o.

domingo, 22 de abril de 2012

Can(eca)



Palavras guardadas.

Me iludo com esses malditos sentimentos que me invadem. Tento buscar no que sinto de bom, o apoio necessário para aguentar as quedas. Isso não irá acontecer. Não é possível. Seus hábitos não condizem com as minhas necessidades. Talvez algo temporário bastasse, mas, ainda tenho isso de amar intensamente e me doar. Tolice. Falta de valorização. Mas que valores são necessários a mim? Talvez o que está faltando é um pouco de desleixo, menos questionamentos. Mas mesmo que eu me esconda atrás desse muro, que eu me mostre forte e fria, não é assim que me sinto. Amo você. E sei que essa relação não é nem existente muito menos temporária. Deve existir um alguém melhor que eu por aí, que faça poemas ou te fale de fatos mais interessantes. Repito: não é desvalorização nem drama, é realidade. Quem está perto pode aquecer-lhe nas noites frias, eu apenas poderia tomar o cuidado de te ligar e falar para pegar um cobertor a mais. É isso. Posso cuidar de você de longe. Com o coração apertado, te imaginando ao meu lado sempre, porém, estarei longe. É o que nos é possível no momento. Se estiver disposta, tentarei fazer algo mais. Esforço. Mas acho que não está. Estou longe e é isso. Saiba que meu coração é seu e, que na verdade, era isso que eu precisava te dizer ontem. Não preciso apenas do seu sorriso, preciso também da tua voz

sábado, 21 de abril de 2012

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Não ame pela beleza, pois um dia ela acaba.
Não ame por admiração, pois um dia você se decepciona.
Ame apenas, pois o tempo nunca pode acabar com um amor sem explicação.











(Madre Teresa de Calcutá)







sexta-feira, 20 de abril de 2012

Não sou eu.

Não sou tão boa nisso nem naquilo. A simplicidade me atrai, sorrisos singelos também. Noites tranquilas, a maré e um cobertor. Traga-me aquela bebida vagabunda e sente-se por aí, eu ficarei no chão, estou bem aqui. Vamos beber coisa qualquer e ouvir histórias alheias, daquelas de pescadores solitários ou, de aventureiros destemidos. Enfrentaremos o mar para parecermos corajosos. No fundo, só queríamos brincar com as águas, sem ter que lutar. Mas a luta demonstra força e, é isso que nos é exigido por outros. Coloque sua máscara e pegue as armas, demonstre ser o que não é. Pareça ser boa em tudo, mesmo que não seja. Esconda esse sorriso bobo. 
Pronto, passou. Agora estamos sós e podemos expor nossas franquezas. Não gosto disso nem daquilo. As coisas simples é que me inspiram, trazem amor e fantasia. Estou farta de tantas cobranças e hipocrisia. Preciso de mais simplicidade e menos praticidade.Tire a máscara e sorria, ria, gargalhe. Concentre-se no nada. Viaje pelos sonhos. Faça planos. Ande descalço, com roupas leves, sem tanta engomagem. Admita que não pode ser tão forte o tempo todo. Permita-se ser livre por instantes. Chore e sorria. Desapegue. Eu sou boa da minha forma. Tanta exigência, tanta complexidade, falta simplicidade. 












(O que ainda resta de bom é ir vender tapioca na praia e viver de amor e vento)

Cuti-cuti





quarta-feira, 18 de abril de 2012

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Crise de realidade.

Ouvimos tanto e nada ouvimos. Um universo a ser aprendido, estudado, analisado ou apenas percebido. Não fazemos. Não percebemos tudo que existe a nossa volta e ficamos, quase sempre, sofrendo e remoendo excrecências do passado atormentado ou nos apegando a pequenos fatos que já foram bons. Nada é tão bom, tudo modifica-se um dia. Nesse mundo perplexo nada é complicado, apenas deixamos de entendê-lo por comodidade  ou preguiça. Negamos a existência. Nos escondemos atrás de um muro imaginário para fugir dessa realidade tão próxima. 
Passam todos os dias ao lado do rio, nunca escutam o barulho de seu curso. É mais cômodo ouvir buzinas, motores ou xingamentos de motoristas. Ou mesmo, mergulhar em pensamentos que, muitas vezes, nem bem nos fazem. O curso do rio está passando e, com ele a nossa vida. Aquele senhor nervoso com o trânsito de fim de tarde já se indagou com a quantidade de espécies que habitam o fundo daquelas águas? Que importância isso teria? Não sei, também. Mas não é menos importante que o trânsito, o carro novo, o cartão de crédito. Tempo... O aproveitamos tão mal. Na verdade, acho que nem o aproveitamos. Muitos passam por essa vida e se vão sem ao menos terem consciência de sua existência. O mundo seria tão mais perfeito se fosse um pouco menos idealizado e as pessoas menos programadas para agirem como um relógio que nunca para e nem ao menos sabe o que está fazendo. Felizes são os loucos, que são desapegados e independentes dessa sociedade controladora e viciosa. 

terça-feira, 17 de abril de 2012

Pernas alheias.

Pernas estúpidas. Pernas grossas, atraentes. Talvez seja isso que eu pense de você a um primeiro instante. Uma provocação, língua, xingamentos delicados. Perfil com poucas informações, jeitinho de "bad girl". 
Hmm... Que tal me contar uma outra história qualquer? Esse papo de futuro ou matemática já está meio démodé.  Resta-me te observar com um olhar alheio. Não sei se quero que perceba, apenas perceba-me. Já não acho mais suas pernas tão estúpidas, apenas atraentes. 

sábado, 14 de abril de 2012

Para quando precisar.

Quando a chuva te atormentar ou o  calor estiver forte demais. Quando te decepcionarem ou abandonarem.  Se te contarem mentiras ou lhe derem pouco amor. Venha, eu cuido de você até que o medo passe, o incômodo se vá e as feridas se fechem. Eu te dou o amor maior. Te cuido e protejo até que esbarre em um novo alguém mais próximo que faça isso por mim. 
As famílias já sabem tão pouco de nós. A sociedade é tão antiquada e burra que não entenderiam você. Sempre irão julgar esse seu jeito, pois ninguém sabe como é difícil e precioso ser você. Então, quando todos quiserem lhe apedrejar, venha que abrirei meus braços para que você se refugie. Critico e aceito. Divido minha cama com você por  uma noite ou várias. Entrelace seus pés aos meus, deixe que nossos corpos se juntem e sintam calor, frio ou outra coisa qualquer. Chore dores do passado ou de um outro amor. Não tema nada, fale o que quiser. Estarei aqui para lhe proteger, mimar. Estarei aqui apenas para te amar como merece. Por instantes, meses ou anos. Conto histórias de ninar. Te dou beijos, abraços, carinho.Te levo a um outro mundo para que se distraia.
Quando se recuperar, se quiser, pode partir. E quando tudo se repetir eu estarei aqui para te amar novamente, com a mesma intensidade. Por que eu o faria? Não sei, também. Não questione, apenas venha. Permita-se e me permita.

Partir.

Percebo agora que sinto vontade de ficar nesse lugar que outrora era tão repugnante. Acho que sei o motivo que me atrai. Talvez seja aquele sorriso seu. A essência de algumas pessoas, a companhia de outras. Os passeios me agradam. Me trazem felicidade, algumas pessoas me fazer gargalhar. O lugar não é ruim, as pessoas é que não eram as certas. Agora as encontrei, mas logo tenho que partir.
Partirei para outro lugar, onde os sorrisos não me agradam. Lugar monótono. Triste. Onde as palavras não têm duplo sentido e as risadas não têm eco. Tudo seco, sem amor, sem nada, sem um todo. 
Quero ficar, não quero partir. Quero uns e não os outros. Escolho a risada à tristeza, o interessante ao monótono, a fugacidade ao perpétuo. 

"Sei lá o que"

Acho que eu estou gostando desse "sei lá o quê" da gente. Na verdade, acho que gosto porque já estou um tanto quanto cansada desses relacionamentos clichês mentirosos que insistem em seguir um padrão de falsidade. É, acho que é isso. Acho que assim está bom. Não sei se me entrego de mais ou de menos. Mas também não sei se pra você isso faz alguma diferença. Não posso reclamar, também. Não é desleixo seu nem meu. Acho que apenas estamos respeitado nossos limites. Não, talvez não. 
Já fiz declarações, já fiz o que pude. Faria novamente. Realmente gosto desse seu jeitinho meio impessoal. Compensa arriscar e, se não compensar... já estou tão acostumada a me despedir das pessoas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Era uma vez.

Era uma vez uma bicicleta. Não! Era uma vez... Era uma vez uma bicicleta e uma menina. Isso. Uma bicicleta e uma menina... de cabelos pretos e com um grande sonho. Um dia com flores, pessoas e tédio. Então, um belo dia, a menina de cabelos pretos pegou sua bicicleta e saiu vagando apenas. Pedalando para alcançar um sonho. E pedalava em uma estrada plana, sem curva alguma e também sem fim. Usava um vestido vermelho e, um batom também desta cor. Percorria apavorada para alcançar aquele sonho que, então, já parecia quase impossível. Os dias se passavam e ela apenas pedalava. Em algumas manhãs acreditava em si. Em algumas noites chorava por desespero ou outra coisa qualquer. Mas então, decidiu apenas fechar seus olhos em alguns momentos e viajar por outros lugares, onde todos os sonhos eram reais, porém momentâneos. E dessa forma, pedalando, cerrou os olhinhos sonhadores e chegou em um novo planeta. O planeta das cerejas. Cerejas e sorvetes. E, em meio a busca incansável por seu sonhos no mundo real, percebeu que ali seria seu ponto de fuga. Seu descanso e paz. Deitou embaixo de uma cerejeira qualquer, apropriou-se de um balde de sorvete de creme e desligou-se. Talvez amanhã seja um novo dia para retornar ao mundo verdadeiro e recomeçar. Ou talvez... um novo "Era uma vez..."

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Talvez, talvez.

Não sei o que farei. Talvez esteja disposta a ter uma resposta qualquer e te faça uma pergunta, assim, logo tudo isso teria fim ou continuaria, dependendo apenas de sua resposta. Talvez eu prefira ficar imaginando coisas...talvez imagine algo bom que me iluda e traga a felicidade momentânea que as vezes me é necessária. Talvez eu seja mais realista e desista de tudo. E neste caso, talvez eu te diga adeus, talvez apenas me distancie. Talvez será bom, talvez um erro. E que tal você apenas me dizer o que pensa, o que sente e quem quer? 

domingo, 1 de abril de 2012