segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Você.
E tudo poderia ter importância, tudo poderia ser diferente mas, dentro todos, só você é diferente pra mim. Eu poderia escrever textos e mais textos pra tentar fazer com que você entenda o que eu sinto, mas não seriam suficientes. Por que me sentir assim? Por que não te entender? Se todos soubessem como isso dói em mim... Eu não gosto de pessoas e não faço questão de te-las em minha vida, mas quando as quero eu realmente luto por isso. Compensa? Recompensa? Por que?
Por você eu já imaginei as maiores loucuras e eu as faria. Faria tudo pra ir te ver.. iria a qualquer lugar. Brigaria com todos e ficaria só com você. Fugiria de casa, escreveria uma canção, compraria um livro, uns chocolates, um pote de geleia de morango e te levaria pra bem longe. E então, seria apenas eu, você, os chocolates, o livro, o pote de geleia, nossa visão, e o por do sol. Esperaríamos anoitecer, veríamos o dia amanhecer e um outro dia faríamos tudo de novo e tudo diferente. E mesmo com tudo isso, eu ainda choraria quando você fosse embora, escreveria textos depressivos, ficaria insegura e teria medo de te perder.
Por que me sentir assim? É um sentimento único, que machuca, que trás ansiedade e me faz querer mais. Eu realmente tenho a certeza de que quero você na minha vida...
(Para a menina mais misteriosa do meu mundo)
Por você eu já imaginei as maiores loucuras e eu as faria. Faria tudo pra ir te ver.. iria a qualquer lugar. Brigaria com todos e ficaria só com você. Fugiria de casa, escreveria uma canção, compraria um livro, uns chocolates, um pote de geleia de morango e te levaria pra bem longe. E então, seria apenas eu, você, os chocolates, o livro, o pote de geleia, nossa visão, e o por do sol. Esperaríamos anoitecer, veríamos o dia amanhecer e um outro dia faríamos tudo de novo e tudo diferente. E mesmo com tudo isso, eu ainda choraria quando você fosse embora, escreveria textos depressivos, ficaria insegura e teria medo de te perder.
Por que me sentir assim? É um sentimento único, que machuca, que trás ansiedade e me faz querer mais. Eu realmente tenho a certeza de que quero você na minha vida...
(Para a menina mais misteriosa do meu mundo)
domingo, 27 de novembro de 2011
Coincidências.
Coincidências existem? Tudo realmente tem um 'porque'? Em que acreditar? O que fazer?
Dia 26/11... a data mais intrigante do meu ano: nascimento da minha mãe. E de repente percebo que eu nasci exatamente dois meses antes do nascimento dela e dois meses após sua morte. Coincidências?
Dia 26/11... a data mais intrigante do meu ano: nascimento da minha mãe. E de repente percebo que eu nasci exatamente dois meses antes do nascimento dela e dois meses após sua morte. Coincidências?
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O que me consola.
Me acalma, me tranquiliza, me nina, me faz bem. É quem cuida de mim quando eu mais preciso, é quem me ouve chorar pelas bobeiras mais bobas e, depois, quando tudo passa, relembra e me faz dar as melhores risadas do mundo. Me dá broncas, conselhos, chora comigo. Diz que eu sou novinha, tão novinha.. e eu me sinto protegida, acolhida. Eu sou insegura, eu me apego, eu choro por uma paixão e tenho medo de perder quem eu queria ter na minha vida.. ligo, vou atrás e choro. Nada adianta e ela me ouve, apenas me ouve, me conta uma história, me faz pensar e diz que tudo passará. E passa. Sempre passa. O que é ruim se vai, o que é bom permanece e as vezes quem eu queria que ficasse acaba partindo... as vezes volta, as vezes eu continuo. Sempre assim, e sempre ao meu lado... a irmãzinha que eu sempre quis.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Hoje.
E tudo que eu queria é que aquele momento não acabasse e que se eternizasse pelo resto do tempo.. apenas você, eu e o chão: nada mais seria necessário. Queria também que você tivesse o poder de ler meus pensamentos e sentir o que eu sinto por você pelo menos por um momento, para você entender que pra mim você é a menina mais linda do mundo, como nenhuma outra jamais fora e que, independentemente do que você sente, eu sou capaz de fazer qualquer coisa pra te ter comigo!
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Apenas nós.
Em meus sonhos, em meus planos, nada é impossível. Muito pelo contrário.. esse ar de impossibilidade só aumenta mais o meu desejo e a minha imaginação. Eu fugiria, deixaria tudo pra ir te ver. Acharia um lugar secreto, só nosso. Te pegaria onde estivesse, sairíamos andando sem rumo, sempre às escondidas, por estradas que ninguém conheça. Tomaríamos o maior sorvete do mundo. Tomaríamos chuva também, mas qualquer lugar seria bom o suficiente para nos escondermos. Olharíamos para o céu e veríamos desenhos nas nuvens ou contaríamos as estrelas. Desenharíamos mapas, planejaríamos viagens e fugiríamos para onde ninguém nunca pudesse imaginar, apenas nós. Pintaríamos o nosso mundo, imaginaríamos casas e escreveríamos coisas que ninguém mais entenderia, apenas nós. Comeríamos pipoca e chocolate até de madrugada e assistiríamos a filmes. Veríamos o por do sol. Veríamos o amanhecer em qualquer parada, bebendo algo e fumando um cigarro de cereja. Fugiríamos para longe da futilidade humana, em nosso mundo nada seria fugaz. Acordaríamos cedo, tomaríamos um café e almoçaríamos sorvete. Quando nada desse certo, conversaríamos no telefone até de madrugada, falaríamos baixinho pra ninguém ouvir.. você adormeceria e eu ficaria ouvindo sua respiração. E, se de repente o plural parasse de existir, eu continuaria fazendo tudo, no singular, por você. Pegaria sua mão, te raptaria e te levaria pra longe de tudo que te prende, pra longe de tudo que te machuca e te deixa mal. Seria a minha menina, te amaria sem cobrar nada em troca, nada. E, em meio ao proibido, estaríamos em nosso mundo e seríamos apenas nós.
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Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder... deixo assim ficar subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer (..)
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber (8)
Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer (..)
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber (8)
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
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Eu quero ficar perto de tudo que acho certo até o dia em que eu mudar de opinião. A minha experiência, meu pacto com a ciência: o meu conhecimento é minha distração (..) Eu corto os meus dobrados, acerto os meus pecados, ninguém pergunta mais depois que eu já paguei. (8)
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"E aí aconteceu uma coisa muito engraçada. As crianças não tinham ouvido falar de Aslam, mas no momento em que o castor pronunciou esse nome, todos se sentiram felizes. Talvez isso já tenha acontecido a você em sonho, quando alguém lhe diz qualquer coisa que você não entende mas que, no sonho, parece ter um profundo significado - o qual pode transformar o sonho em pesadelo ou em algo maravilhoso, tão maravilhoso que você gostaria de sonhar sempre o mesmo sonho." (As Crônicas de Nárnia - O leão, a feiticeira e o guarda-roupa)
Conclusões.
Eis que em meio a tantos acontecimentos, um simples ato, poucas palavras (uma única frase talvez), já fez com que todo o péssimo final de semana tenha compensado e se tornado um dos melhores. Surge um sentimento bom, algo interessante... que me faz querer ir atrás. É especial, é incomum e, já tem o meu carinho incomensurável. Tudo que penso, é que talvez todos os textos escritos não estão perdidos, que os momentos de euforia talvez fossem reais e que as vezes, falar o que sentimos é algo bom. Tudo que quero, é que tudo se repita amanhã talvez. E se não mais se repetir? Que me tragam a tequila!
domingo, 20 de novembro de 2011
Pecados Íntimos - parte II
Ana ali deitada, despida, ofegante, molhada. Laura, sobre a menina, com as pernas entrelaçadas, a beijava e, enquanto isso, sua mão percorria o corpo da pequena. Arranhara a coxa de Ana, ela apenas soltara um gemido, uma mistura de prazer e dor. Laura descera sua boca pelo corpo da outra: chegara onde queria, nunca esteve com tanta sede. Tinham pouco tempo, mas quem se importaria com isso agora? A língua de Laura dançava entre as pernas de Ana, fazia movimentos leves, delicados. Mordiscara-a. A pequena contorcia-se, com uma das mãos apoiava-se na cabeceira da cama, com a outra segurava os cabelos de Laura, puxava-os. Laura empolgava-se com os gemidos de sua menina, aumentava o ritmo. Ana estava cada vez mais ofegante. Laura penetrara seu dedo na menina: agora sim Ana experimentara todas as sensações. Laura girava seu dedo dentro da pequena e, sua boca continuara lá, no mesmo lugar: a lambia, sugava, chupava.
Em meio a tantas sensações e quantidade incomensurável de prazer, Ana começava ter noção do que estava sentido. Era o prazer do pecado. E, aos princípios que sempre fora criada, tudo estava errado multiplamente, Laura era uma mulher: literalmente uma mulher. Mas não se importava, estava prestes a ter um gozo carnal de prazer. Sentia o corpo de Laura quente junto ao seu: gemia. Não mais se importava com seus princípios, queria apenas sentir. E sentia. Sentia Laura dentro de si, a comendo. Agora, já não havia mais movimentos tão delicados, Ana pedia mais, já estava a ponto de implorar, queria sentir. Estava ofegante, cada vez mais sem forças, procurava algo para se apoiar e, quando não encontrava, apoiava-se em Laura: a arranhava, apertava, desejava. O ritmo estava cada vez mais intenso, mais forte, ligeiro. E Ana contorcia-se cada vez mais, fazia movimentos com os quadris: rebolava. Não tão pura como antes (risos). E chegara onde tanto esperara. Laura nunca ouvira gemidos tão intensos, tão puros, tão desejados. Gozara. Sim, Ana, tão linda, tão pura, com seus cabelos de anjo tivera o orgasmo mais desejado: na boca de Laura. E ali, amolecida, cansada, tudo que as duas desejavam era que aquele momento não findasse. Ana não mais lembrava de seus princípios, de seus conceitos. Experimentara agora o que sempre lhe proibiram. Não mais se importava, nem mesmo com a sua mãe... na verdade, chegara a desejar que esta não estivesse ali. Queria a Laura, sem mais. Desejava, em meio a uma certa sensação de remorso, o proibido. Queria mais. Desejava. E sua pureza, onde estava? Era uma mulher agora.
Pecados Íntimos
Não havia mordomos em casa, estavam todos de folga e apenas o jardineiro tinha ficado para cuidar das bromélias que haviam florescido aquela manhã. Laura, a madame, ainda estava repousando quando foi surpreendida com o som da campainha. Ergueu-se da cama e desceu as escadas rapidamente, tinha certeza: era Ana, a sua menina, tão pura, tão desejada.
Chegou à porta euforicamente, estava tão hesitada que nem percebera que ainda estava de pijamas, mas, era linda naturalmente, não precisava de muito para estar deslumbrante. Era como todos sempre diziam a ela: era uma pintura, uma boneca de porcelana com cabelos cor de abóbora e de olhos mais azuis que céu de verão. E, era ainda mais linda quando estava eufórica, excitada.
Abriu a porta. Lá estava Ana, acompanhada da mãe. Tinha os cabelos loiros e cheio de cachos, como os de um anjo. Usava um vestido de renda, comportado como sempre. Tinha a boca vermelha, delineada, como se tivesse sido desenhada à mão, e esta destacava ainda mais seu rosto pálido. Era uma menina ainda, pura, não via malícia em nada. Já Laura, não conseguia pensar em mais nada quando via a menina, ficara ofegante, e mesmo sabendo que podia ter qualquer outra pessoa, tudo que queria era Ana. Sim, a Ana. A desejada mais que qualquer outra coisa, tinha sonhos perfeitos com ela, a imaginava em seus braços, nua. Sabia que isso não aconteceria, que Ana não a via como mulher, mas, isso fazia com que ela a desejasse mais e mais, precisava tocá-la, senti-la.
Laura, tentando se controlar, convidou Ana e a mãe para entrarem. Sentaram-se no sofá. Laura estava inquieta e, de repente, se pegou olhando para as pernas de Ana. Disfarçou. A mãe levantou-se do sofá e foi observar o trabalho do jardineiro, amava flores. Laura ficou ainda mais nervosa, ansiosa, queria fazer algo, Ana estava em sua frente, tão linda. Mas o que faria? A menina era inocente, nunca entenderia o que se passava na cabeça de Laura. E a sua mãe? Laura, por alguns instantes, desejou que a mãe de Ana desaparecesse. Teve uma reação: levantou-se, e chamou Ana para ver o mimo que comprara para ela, estava no quarto. Subiram às escadas, Laura estava decidida, precisava reagir ou o desejo que sentia a corroeria por dentro.
Entraram no quarto. Laura havia comprado um vestido para a menina, entregou o presente. Pediu que provasse (sim, Laura estava reagindo). Ana, envergonhada, tirou o seu vestido para provar o novo. Laura se ofereceu para ajudar. Não resistira, Ana estava apenas de roupas intimas em sua frente. Aproximou-se, virou-a de costas, tocou-a delicadamente, desabotoou seu sutiã. Ana ficou sem entender o que Laura estava fazendo. Laura a virou novamente: olhou seus seios, pequenos, perfeitos, puros. Tocou. Um arrepio percorreu o corpo de Ana, amoleceu-se. Não entendia o que estava fazendo, Laura era uma mulher. Não teve reação nenhuma, deixou-se levar por Laura. Estava tendo sensações que nunca tivera antes. O que estava sentindo? Laura a deitou na cama, delicadamente. Continuou a tocando, encostou sua boca próximo aos seios de Ana e foi descendo, raspando sua língua pela barriga da pequena, até chegar à borda de sua calcinha. Ana retorcia-se, não entendia o que estava acontecendo, tentou pensar na mãe, mas, não tinha mais forças para isso... não pensara em mais nada, entregara-se a Laura, estava excitada, mole, apenas não tinha consciência disso, não sabia o que estava sentindo, tudo que sabia é que aquilo não era certo.
Com a mão, Laura tirou a calcinha da Ana. Agora sua menina estava ali, estirada em sua cama, contorcendo-se de prazer como uma mulher, mas com a mesma essência de menina, pura, tão pura. Laura a tinha como sempre desejara, só sua.
sábado, 19 de novembro de 2011
in love.
O que eu faria? Tomaria chuva, acordaria cedo e dormiria tarde, comeria pipoca, faria café da manhã para trazer na cama, alugaria filmes que não gosto (e os assistiria), gritaria pro mundo o que sinto, correria, acenderia todas as luzes só para que todos pudessem enxergar a minha alegria, contaria, rezaria, subiria umas escada de joelhos, escreveria um livro, comeria peixe, aprenderia a cantar, faria uma tatuagem, colocaria um piercing, todos os textos seriam dedicados à ela, minhas manhãs teriam cheirinho de chuva e o entardecer teria cheiro de chocolate. Desejos. Algumas vezes, faríamos qualquer coisa para que fossem realizados.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Dúvidas confusas.
E tudo que pensara foi no que o outro tinha pensado. Qual a imagem que o próximo formou de si? Esta dúvida martelava em sua cabeça, não sabia o que pensar. Quando tentava ter pensamentos otimistas, logo se punia, pois tinha medo da decepção. Outrora, tinha os piores pensamentos e pensava em não se apegar, se menosprezava a ponto de querer se afastar do que ainda não era próximo. Arrependia-se da sua reação imediata, naquele momento, tudo que teve foi uma mistura de ansiedade, euforia e vergonha. Fizera algo de errado? Será que sua imagem estava mesmo ridicularizada como pensava? Todas essas idéias martelavam em sua cabeça. Não mais sabia o que devia sentir, se devia ou não se envolver... se aquilo que tanto desejava um dia estaria em suas mãos, em seus braços.
Tinha a levado um mimo, foi o que tivera vontade naquele instante. Pensou seriamente em levá-lo de volta, simplesmente não entregá-lo. Mas, naquele momento, em meio a tanta euforia, o mínimo que fez foi lhe entregar aquilo que tinha comprado com tanto carinho, que escolhera a dedo... sua real vontade era dar-lhe um abraço e lhe dizer o quanto já tinha importância em sua vida, mesmo em tão pouco tempo, em poucas conversas. Mas, não havia coragem suficiente para isso: algo ainda a puxara para a sobriedade. Realmente não entendia porque se sentia assim, tão confusa. Tudo que sabia era que a outra chamava sua atenção de forma inigualável e ao mesmo tempo era tão sutil... possuía um brilho, uma beleza interior que era natural. Não era necessário nenhum esforço para lhe conquistar por inteiro, para lhe deixar confusa: realmente confusa.Tudo que precisava agora, para amenizar seu imenso pessimismo, era um sinal, um sorriso apenas. Com certeza entenderia um sinal de quem já era tão importante para si. Mas, enquanto não percebia nenhum sinal, sua imaginação agia... ora de forma otimista ora da forma pessimista mais agressiva que havia. O que a outra pensara de si?
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Monólogo comigo mesma
Não uso salto, não gosto de futebol, nunca começo textos em primeira pessoa e sou comum. Perco-me ao tentar entender o porquê de querer entender todas as coisas, e dentre estas estou eu mesma. Eu alguns instantes penso em apenas aceitar tudo como é, canso de buscar forças para fazer real o que apenas eu posso ver e sentir, imaginário. Utopias. Sim, acredito em utopias, elas me confortam, mas não sou utópica por inteiro, o real também me atrai. Gosto de abraços, amo meu travesseiro e quase nunca tenho paciência com crianças. Gosto do cheiro de chuva (sim, sinto cheiro de chuva), de me molhar na chuva e do período chuvoso. Não suporto calor. Respeito todos, mas não me esqueço dos meus conceitos em nenhum momento: odeio futilidade, infantilidade e o incrível hábito da estagnação, que a maioria das pessoas possui. Amo sorvete, mas às vezes isso me causa séria admiração e, confesso que acharia estranho se alguém que me dissesse que ama sorvete me dissesse também que odeia calor, mas sim, odeio calor e amo sorvete. Escrevo textos que não são entendíveis, durmo de meias e sou dessas que fica de pijamas o dia todo. Apego-me às pessoas e sofro bastante por isso, pois sempre acho que elas nunca gostam de mim e, por esse motivo, acabo me afastando destas. Inclusive, neste momento, estou pensando em uma dessas pessoas a quem me referi. Falo muito. Falo sozinha. Não sei me despedir (nem no telefone), sou insegura e quase sempre tenho a sensação de inferioridade. Amo cozinhar, mas, quando estou com preguiça de praticar o ato da culinária, bebo leite. Sim... leite. Não faço nada de interessante: não toco nenhum instrumento, nunca escrevi um livro, nunca terminei uma borracha, não pinto quadros, não compus uma música, nunca fiz uma serenata (um dia ainda ei de fazer uma). Ouço bandas que ninguém conhece, abraço pessoas que dormem comigo, não sou apegada à família. Gosto de meninas. Não gosto do que a maioria gosta: enquanto a maioria das pessoas quer conhecer NY ou a Disney, eu quero ir à África do Sul, quero conhecer a muralha da China e quero viajar pelas cidades da Europa. Não gosto da Clarice Lispector, não votaria no Obama, não faço questão de assistir os jogos da copa do mundo e não acho que vivemos em uma democracia... ah, já ia me esquecendo, tenho um certo pavor de religiões. E de repente percebi que me empolguei e que não fiz parágrafos no texto e, percebi também que não cheguei em lugar nenhum. Como disse antes: falo muito. E, se eu for prosseguir, vou literalmente escrever um livro e continuarei sem chegar a lugar nenhum. Questionametos.
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Sem ânimos.
Está tudo em suas mãos, o que precisa agora é acreditar em si mesma. Mas, está é a parte que mais a custa. Porque se sentia assim? Em meio a sentimentos deturpados, lembranças obscuras, um passado que a prendia. Se movia, sim, se movia a fundo: como uma areia movediça, quanto mais tentava sair da escuridão e fugir da força que a sugava, mais era puxada para o fundo de seus sentimentos. Sabia muito bem como sair desse vazio, dessa escuridão, mas, dúvidas surgiam o tempo todo. Nenhum pensamento entusiasmante vinha sozinho, estava sempre acompanhado de melancolia, de profundas incertezas, medo de perder o que ainda não era seu. Sim, medo da incapacidade. Como cativaria o que parecia ser tão superior? O que faria? Era uma flor tão linda, tão perfeita, tudo como aguardara e guardara. O que ela precisara? Faria tudo, a cultivaria, buscaria forças para isso. Se desprenderia da obscuridade e logo surgiria luz. Forças.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Semente.
Nada lhe serviria hoje, nada era suficiente. Ressurgira aquela estrela que estava apagada, guardada no fundo de suas lembranças. Seria possível ainda existir alguém assim, com tantas qualidades, com tanto em comum? Sim, ali estava, ali nascera a nova flor. Onde está sua força para cultivá-la? Brotara. Tudo que sabia e sentia era que queria estar mais próxima a partir de então, para regar esse sentimento que ninguém seria capaz de entender, só ela mesma. Tantos objetivos... onde chegaria? Se lembrara bem do fim anterior. Mas, nada aparece por acaso em nossos caminhos, nada; e necessariamente a explicação, em algum lugar, existia. Onde estava?
Tudo fora tão fugaz, tão ríspido e, ao mesmo tempo, tão intenso, com tamanha importância. Integro. Tudo ressurgira, nascera. Onde está, garota, a sua força para cultivá-la? A única certeza que a rondava é a de que não deveria deixar a fugacidade da situação superar suas forças, seu íntimo. Cultive-la, sim, cultive-a.
Tudo fora tão fugaz, tão ríspido e, ao mesmo tempo, tão intenso, com tamanha importância. Integro. Tudo ressurgira, nascera. Onde está, garota, a sua força para cultivá-la? A única certeza que a rondava é a de que não deveria deixar a fugacidade da situação superar suas forças, seu íntimo. Cultive-la, sim, cultive-a.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Recomeço.
O orgulho, a mágoa, a lágrima derramada. Quão forte deve ser? Tudo ressurgia. Um jogo sem saída, um sentimento deturpado. Tudo em sua mente: passado, fato, cicatrizes. Não, não eram cicatrizes... ainda eram feridas mal curadas. E era árduo. E sentia queimar em sua alma cada marca, cada lembrança. Tudo girava, incomodava, renascia. Era isso que queria? Assim, sozinha no vazio, sem forma definida? Era isso o que queria: o abstrato.
O passado lhe chamava, a vida decorria daquilo que um dia já fora; e reluzia. Era ódio, orgulho, paixão, e tudo percorria por suas veias. E pulsava em si. Era amor? Era o futuro? Não era nada. Era o vazio, a utopia, o dadaísmo. Era a morte. Era o cais. Era a luz. Uma vida sem sentido.
Era o futuro escorrendo em suas mãos, nada aconteceria. Seria o fim do recomeço, voltara ao nada. Viver, por que motivo? Apenas as paredes a cercava enquanto em sua mente tudo fluía, flutuava. Não sentia nada. As tentativas incansáveis de se reerguer não tinham sentido. O amanhã não existia, mas mesmo sem forças e entregue ao vazio, o queria, o almejava. Não havia motivos, mas espontaneamente a luz ressurgia. Lutava para sair desse abismo: o passado a devorara. Tudo estava perdido.
Sua vida partira, faltava algo que não estaria de volta. Nada a completaria. Tudo tomava forma e revivia. O futuro se aproximava, a chamava. A vida a empurrava e a engolia. Gritava e chorava. Queria ver a luz: seus olhos estavam vendados e suas mãos estavam entrelaçadas em sua amargura. O precipício mais profundo a sugava. Era o passado, lágrima, escolha, magoa, fato, e tudo afogava sua vida. O cais. Tudo ressurgira. O que faria? Como recomeçaria?
Hipocrisia do inesperado.
Tudo perfeito. Controlado. Premeditado. O Sol raiava no jardim, havia flores, sorrisos. Crianças correndo por todos os cantos. Calmaria. Estava então tudo como o planejado, tudo como o esperado: camas ainda por fazer, a mesa do almoço já estava posta. Tudo como o planejado. Ouvia-se risinhos de menina: era a pequenina. Tão doce, tão linda. Aproveitava cada minuto no jardim, era verão. E tudo que se via em seu delicado rostinho era a transparência de sua euforia: não havia preocupações, obrigações, apenas brincava e aguardava o chamado da mamãe.
Mas então, tudo desaparecera. Não ouvia-se mais a voz aguda e feliz da pequenina. E tudo era sombrio. Em questão de segundos os raios de Sol congelaram-se: tudo era sombra, penumbra. Aquela sombra a puxara, a machucara. Onde estava pequenina? Pequenina sangrava pela dor que sentia. Sangue que vinha do interior de sua essência e sofria. Sofria pela vida que não foi vidada. Sofria pela dor da saudade do que nunca acontecera. Era o fim. Era sangue, dor. Onde estava a pequenina? Reaja pequenina, reaja.
_ Mamãe! Gritara a pequenina.
Era o som desespero. Não era o planejado. Onde estavam os risinhos da pequenina? A mãe aparecera à porta para a atender. Mas onde estava? Em questão de segundos, nada mais era perfeito. Não era o planejado. E tudo que restava era sua boneca jogada no jardim. Onde estava a pequenina? E, após uma eternidade de segundos que se congelaram em suas essências, encontraram a pequenina. E não era mais ela. Era seu sangue. Sangue que esvarara-se junto a sua vida.
_Acorde pequenina, acorde pequenina! Falava a mãe em meio a soluços.
Nada era planejado. Tudo que esperavam, era o inesperado. E então, perceberam que o Sol havia congelado. Congelado em suas memórias os risinhos da pequenina. Tudo que restava agora era a penumbra. Caminhavam, vagarosamente em direção ao fim e, aguardavam o repentino, o imprevisto. Nada mais era como o de costume, nada era premeditado. O tempo estava acabando. "Tic tac, tic tac": era o som de cada segundo sendo congelado em suas memórias. Era o fim.
_ Acorde pequenina, acorde, o tempo está acabando! Gritava a mãe, sem forças.
A pequenina já estava em sono profundo, era o fim. Mas, a mãe insistia:
_ Pequenina, reaja! Acorde, pequenina, acorde!
E nada mais adiantara. Tudo que restara era o sangue, a saudade do que não vivera. O inesperado acontecera e, não acontecera. Nada podia ser premeditado. E a pequenina se foi. Tudo que se ouvia agora era o som da canção de ninar que a mãe cantava, em prantos:
_ Dorme, dorme pequenina, eu estou aqui, vá sonhar! Vá, vá dormir, pequenina.
Mas então, tudo desaparecera. Não ouvia-se mais a voz aguda e feliz da pequenina. E tudo era sombrio. Em questão de segundos os raios de Sol congelaram-se: tudo era sombra, penumbra. Aquela sombra a puxara, a machucara. Onde estava pequenina? Pequenina sangrava pela dor que sentia. Sangue que vinha do interior de sua essência e sofria. Sofria pela vida que não foi vidada. Sofria pela dor da saudade do que nunca acontecera. Era o fim. Era sangue, dor. Onde estava a pequenina? Reaja pequenina, reaja.
_ Mamãe! Gritara a pequenina.
Era o som desespero. Não era o planejado. Onde estavam os risinhos da pequenina? A mãe aparecera à porta para a atender. Mas onde estava? Em questão de segundos, nada mais era perfeito. Não era o planejado. E tudo que restava era sua boneca jogada no jardim. Onde estava a pequenina? E, após uma eternidade de segundos que se congelaram em suas essências, encontraram a pequenina. E não era mais ela. Era seu sangue. Sangue que esvarara-se junto a sua vida.
_Acorde pequenina, acorde pequenina! Falava a mãe em meio a soluços.
Nada era planejado. Tudo que esperavam, era o inesperado. E então, perceberam que o Sol havia congelado. Congelado em suas memórias os risinhos da pequenina. Tudo que restava agora era a penumbra. Caminhavam, vagarosamente em direção ao fim e, aguardavam o repentino, o imprevisto. Nada mais era como o de costume, nada era premeditado. O tempo estava acabando. "Tic tac, tic tac": era o som de cada segundo sendo congelado em suas memórias. Era o fim.
_ Acorde pequenina, acorde, o tempo está acabando! Gritava a mãe, sem forças.
A pequenina já estava em sono profundo, era o fim. Mas, a mãe insistia:
_ Pequenina, reaja! Acorde, pequenina, acorde!
E nada mais adiantara. Tudo que restara era o sangue, a saudade do que não vivera. O inesperado acontecera e, não acontecera. Nada podia ser premeditado. E a pequenina se foi. Tudo que se ouvia agora era o som da canção de ninar que a mãe cantava, em prantos:
_ Dorme, dorme pequenina, eu estou aqui, vá sonhar! Vá, vá dormir, pequenina.
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