Ana ali deitada, despida, ofegante, molhada. Laura, sobre a menina, com as pernas entrelaçadas, a beijava e, enquanto isso, sua mão percorria o corpo da pequena. Arranhara a coxa de Ana, ela apenas soltara um gemido, uma mistura de prazer e dor. Laura descera sua boca pelo corpo da outra: chegara onde queria, nunca esteve com tanta sede. Tinham pouco tempo, mas quem se importaria com isso agora? A língua de Laura dançava entre as pernas de Ana, fazia movimentos leves, delicados. Mordiscara-a. A pequena contorcia-se, com uma das mãos apoiava-se na cabeceira da cama, com a outra segurava os cabelos de Laura, puxava-os. Laura empolgava-se com os gemidos de sua menina, aumentava o ritmo. Ana estava cada vez mais ofegante. Laura penetrara seu dedo na menina: agora sim Ana experimentara todas as sensações. Laura girava seu dedo dentro da pequena e, sua boca continuara lá, no mesmo lugar: a lambia, sugava, chupava.
Em meio a tantas sensações e quantidade incomensurável de prazer, Ana começava ter noção do que estava sentido. Era o prazer do pecado. E, aos princípios que sempre fora criada, tudo estava errado multiplamente, Laura era uma mulher: literalmente uma mulher. Mas não se importava, estava prestes a ter um gozo carnal de prazer. Sentia o corpo de Laura quente junto ao seu: gemia. Não mais se importava com seus princípios, queria apenas sentir. E sentia. Sentia Laura dentro de si, a comendo. Agora, já não havia mais movimentos tão delicados, Ana pedia mais, já estava a ponto de implorar, queria sentir. Estava ofegante, cada vez mais sem forças, procurava algo para se apoiar e, quando não encontrava, apoiava-se em Laura: a arranhava, apertava, desejava. O ritmo estava cada vez mais intenso, mais forte, ligeiro. E Ana contorcia-se cada vez mais, fazia movimentos com os quadris: rebolava. Não tão pura como antes (risos). E chegara onde tanto esperara. Laura nunca ouvira gemidos tão intensos, tão puros, tão desejados. Gozara. Sim, Ana, tão linda, tão pura, com seus cabelos de anjo tivera o orgasmo mais desejado: na boca de Laura. E ali, amolecida, cansada, tudo que as duas desejavam era que aquele momento não findasse. Ana não mais lembrava de seus princípios, de seus conceitos. Experimentara agora o que sempre lhe proibiram. Não mais se importava, nem mesmo com a sua mãe... na verdade, chegara a desejar que esta não estivesse ali. Queria a Laura, sem mais. Desejava, em meio a uma certa sensação de remorso, o proibido. Queria mais. Desejava. E sua pureza, onde estava? Era uma mulher agora.
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