terça-feira, 3 de setembro de 2013

Pra um amor perdido.

Deparei-me, então, sentindo falta de sentir. Era como sentir saudade de sentir sua falta. Falta daquela esperança. Talvez você tenha ficado com todo o meu amor... Foi embora sem me devolver. E agora, esse sentimento é de outra, de outro, de outros. Me dei conta do quanto você me mudou. Segui friamente o meu caminho, não olhei pra traz e não chorei em vão. Mas agora fico imaginando quando é que a falta sua vai voltar. Achei, em você, mil defeitos. Encontrei, em outros corpos, tantas qualidades... Não foram suficientes. Dos mil defeitos, amei mil e um. Não sei mais se é amor e também não sei mais amar. Depois de tantas confidencias, você é uma estranha. Não sabe das lagrimas minhas e eu não sei dos encantos seus. Quando ouço as suas historias, finjo não te conhecer e faço uma nova amizade. Como se nos conhecêssemos novamente a cada vez. Não traz tristeza nem desalento. Mas somos novas pessoas... Distantes, desconectadas, desconcertadas. Amigas. É suficiente, mas te mata em mim. E eu já nem sei como me referir a você. Não penso, não imagino, não sinto e não lembro. Apenas sinto saudade disso tudo. Saudade da menina minha e do sentimento que me fazia mais mulher. Simplesmente volto à meninice de antes.

Apesar de insignificante ao seu olhar, parte minha, de alguma forma, ainda é sua.