Lutamos, mudamos, crescemos, sorrimos com todas as caras e, no final, somos os mesmos. As mesmas crianças amedrontadas querendo colo de mãe.
Final?
quinta-feira, 26 de julho de 2012
terça-feira, 24 de julho de 2012
Pra não esquecer do mal lembrado.
Da balada pro bar, do bar pra sei lá onde. As roupas foram tiradas, os corpos ficaram despidos. As mãos foram e voltaram por toda parte. Trás mais uma tequila, inconsciente é mais gostoso. Tentava abrir os olhos. As luzes, no teto, pareciam estrelas, mas estavam um pouco embaçadas. Respiração ofegante. Um pouco mais pra baixo. Boca lá, mão ali. Seios, coxas, cabelo comprido, rosto macio. Mais perto, junto, mais rápido. Puxa aqui, aperta ali, dedinho lá. Gemidos. Tem vodka aí? Te conheço não, mas na cama até que é boa. Bebe mais um pouco, deita aí, vou descer. Viro a garrafa, a bebida começa a cair nos seios, desce pela barriga, continua descendo (arrepia), chega onde deve. Tá gelado, eu sei. Mas arrepio é bom, né? Eu bem escutei o resultado. Língua pra lá e pra cá. O gosto tá agradável. Demora um pouco mas vai. É, nada mal. Sabe nem onde está, mas sabe bem o que tá sentindo. É. De novo, talvez. (rs)
Pra você sorrir.
Ah, menina, esse é seu. Sabe, quando fico bêbada de sono ou de álcool, falo quase tudo que tenho vontade, falo com o coração. As coisas estão estranhas ultimamente. Estou bem calma, sem pressa e sem medo. Dessa forma é bem melhor. Melhor que a aflição e a ansiedade. Era sofrido quando eu tinha medo que você sumisse. Esse medo se foi. Por quê? Não sei, também. Dizem que com o tempo tudo se ajeita, né? Eu tô começando a acreditar nisso. Sei que você vem e vai. Sei que volta. Não sei se sempre vai voltar, mas prefiro acreditar que sim... Sinto-me mais tranquila. Acho que você amadureceu bastante. Talvez seja pelas pessoas com quem você está convivendo. Sei lá. Quando a gente não sabe o motivo das coisas, falamos que é por causa do 'tempo' (risos). Engraçado... Quando você está por perto, os sonhos não ficam mais tão difíceis de serem sonhados. E ó que essas últimas noites foram de pesadelos. Sua energia deve ser boa, me faz bastante bem. Mesmo quando te confundo com outras pessoas no sonho, acordo feliz, bem dormida. Quando você está por perto, até o sorvete fica mais doce. Lembra daquilo de fazer planos quando tudo está complicado? Você está nos meus, pequena. Você é uma das primeiras na minha lista de quem quero fazer sorrir por todo tempo.
Felicidade.
Enquanto não nos descobrimos, colocamos um sorriso no rosto, fazemos cara de paisagem, e deixamos que os outros pensem que estamos bem. Dar satisfações pra quê? Pra quem? Viemos aqui para ser feliz, né? Sei não. Mas é melhor pensar assim. Sei lá se um dia a Dona felicidade chega. Enquanto não chega, vamos curtindo a jornada mundana. Penso que todos temos um propósito nessa vida (ou em outras, tanto faz). Mas é que eu penso muitas outras coisas, também. Não dá pra sair afirmando o que não temos certeza. Penso, também, que todos nós sabemos porque estamos aqui, na Terra. Sabe, independentemente do propósito, de sabermos ou não o que devemos fazer, a vida é extremamente bela. Talvez a troca de sorrisos sinceros seja uma das coisas mais bonitas. O amor é tão lindo quanto o sorriso.
Acho que felicidade é quando descobrimos que trocar sorrisos sinceros é melhor, e mais prazeroso, que fazer cara de paisagem. Felicidade é quando passamos a amor sem barreiras. Amamos homem, mulher, criança, negro, branco, lésbica, gay, cachorro, passarinho, cadeirante, tartaruga, marido, esposa, namorado (a), puta, velho, novo, broxa, tesudo, gostosa, filho, maconheiro, bêbado. Amamos todos com a mesma intensidade, damos a todos o mesmo sorriso. Vamos à todos os lugares, sem distinção. Igreja, terreiro, centro, casamento, batizado, balada, festa de quem não conhecemos, tributo, puteiro, favela, Leblon, coquetel, churrasquinho na laje, 15 anos de patricinha. Olhamos para todos da mesma forma, sem julgamento. É, essa deve ser a felicidade... Em que deixamos o sorrisinho forçado, e sorrimos com a alma.
Bom, ruim.
Ah, sei lá! Acho que a inspiração se foi. Tantas reflexões foram feitas sobre tanta coisa inútil. Já sabemos como a vida é, isso é fato consumado. Concordo que existem uns que fingem não saber da sua própria trajetória, mas só fingem, aceite. Os dias vêm, sacodem, balançam, agitam. Depois, tudo decanta, descansa. O que é bom, é mais leve: fica por cima. O que é ruim, é selecionado, é árduo, pesado: vai para o fundo. Mas acalme-se, tudo está separado, ainda não foi filtrado. Bem, está parte é a que exige mais sabedoria... É como separar a areia da água, dentro de um copo. Depois, despejamos a água barrenta em outro recipiente. Então, começamos a filtrar. Até que a água fique pura novamente, leva um tempo. É necessário que haja muita reflexão, temos que retirar toda experiencia que nos foi concedida e descartar todas as mágoas, todos os medos, toda incapacidade e todo julgamento. Aí, depois de muito trabalho duro, a água está limpa novamente. Mas não acostume-se com a pureza de sua água, logo logo lhe jogaram mais areia e tudo começará novamente. É isso, todos já sabem... Os momentos ruins passam depois de um pouco de esforço nosso, mas as épocas boas, de água límpida, também passarão quando a nova areia chegar.
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Antiga amiga.
Sabe, me deu saudade grande daquela época sem juízo. Não que queira vivê-la novamente, não é isso. Apenas vi uma foto sua, Bibi, e não queria que tudo tivesse ocorrido dessa forma. Nem nos falamos mais. Eu sinto falta, de verdade. Protegia-te. Mimava-te. E até ciumes eu sentia (muito). É, tudo acontece por algum motivo, né. Agora você está bem, não precisa de alguém que fique falando com você, no celular, até de madrugada. E eu já não necessito que você fique tocando violão, pelo telefone, pra me acalmar. As coisas mudam rapidamente, as vezes nosso coração está em calmaria e não consegue acompanhar. E é então que sentimos saudade. É.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Admito que sinto.
Gostar é perdoar. Gostar é deixar pra lá. Gostar é ser paciente com o próprio tempo. Gostar é sentir o coração palpitando quando o telefone toca. Gostar é sentir a doçura da voz alheia, mesmo que seja uma voz doentinha. Gostar é sonhar, mesmo que seja acordado. Gostar é doar, é se entregar. Gostar é sentir o cheiro de quem está longe. Gostar é dar um jeitinho de estar perto, mesmo quando os quilômetros dificultam. Gostar é se apaixonar mais a cada dia. Gostar é enxergar a beleza da alma. Gostar é observar as coisas mais simples. Gostar é dizer que dor de depilação dói menos que dor de amor (risos). Gostar é escrever textos bobos. Gostar é querer que o outro seja feliz, mesmo que seja ao lado de alguém que não é você. Gostar é amar. Gostar é incondicional. Gostar é para sempre.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Sei lá pra quê.
Vai ser sempre assim? Sempre ondas? A maré aumenta, o mar fica bem bravo. Assusta quem está passando pela praia. Bate bem forte no muro das casas que ficam ali pertinho, já na areia. Todos se preparam. No entanto, tempo depois, a maré abaixa. O mar acalma-se, fica manso. As ondas já não são tão vorazes. Quebram-se uma a uma.
Com os sentimentos? É assim também. Sinto paixão, vontade. Ondas que têm a capacidade de marejar o pequeno coração. Este, por sua vez, fica bravo. Age como a maré: amedronta todos que estão por perto; surpreende. Mas, como o tempo, a maré abaixa. Coração pulsa mais lento. A alma torna-se, outra vez, mais cândida. As lembranças ficam. Arrumam um espaço, lá no cantinho. Acomodam-se, e por ali ficam adormecidas. Mas, tudo desperta um dia, né. Pois é. Lembranças acordam com toda energia. Vêm nos trazer história antigas, vêm reviver momentos bons e ruins. Vêm nos lembrar de conversas bobas, sem nexo. Eu acho bom, sabe. Muitas vezes, ajuda a matar a saudade.
Sinto a falta de tanta gente. Sinto frio. Sinto-me só, às vezes.
Mas, sinto ainda mais por saber que consigo estar bem quando estou sozinha. Depender de alguém trás uma falsa segurança, é bom para se acomodar. Com o tempo, aprendemos que não precisamos de companhia para o almoço, não precisamos de opinião para comprar roupa. Precisamos de companhia só pra alegrar a alma, quando não conseguimos o fazer.
É. Esses monólogos me ajudam compreender tanto de mim. Eu poderia escrever sobre o Universo, número de ouro, Tolstoi, Galileu ou Rousseau. Mas, sobre isso, eu falo com outras pessoas. Sobre mim, falo apenas comigo mesma. É assim.
Com os sentimentos? É assim também. Sinto paixão, vontade. Ondas que têm a capacidade de marejar o pequeno coração. Este, por sua vez, fica bravo. Age como a maré: amedronta todos que estão por perto; surpreende. Mas, como o tempo, a maré abaixa. Coração pulsa mais lento. A alma torna-se, outra vez, mais cândida. As lembranças ficam. Arrumam um espaço, lá no cantinho. Acomodam-se, e por ali ficam adormecidas. Mas, tudo desperta um dia, né. Pois é. Lembranças acordam com toda energia. Vêm nos trazer história antigas, vêm reviver momentos bons e ruins. Vêm nos lembrar de conversas bobas, sem nexo. Eu acho bom, sabe. Muitas vezes, ajuda a matar a saudade.
Sinto a falta de tanta gente. Sinto frio. Sinto-me só, às vezes.
Mas, sinto ainda mais por saber que consigo estar bem quando estou sozinha. Depender de alguém trás uma falsa segurança, é bom para se acomodar. Com o tempo, aprendemos que não precisamos de companhia para o almoço, não precisamos de opinião para comprar roupa. Precisamos de companhia só pra alegrar a alma, quando não conseguimos o fazer.
É. Esses monólogos me ajudam compreender tanto de mim. Eu poderia escrever sobre o Universo, número de ouro, Tolstoi, Galileu ou Rousseau. Mas, sobre isso, eu falo com outras pessoas. Sobre mim, falo apenas comigo mesma. É assim.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Do fundo do baú.
Nossa, esta é a lembrança que me faz ter certeza de que todo sofrimento passa com o tempo.
Você se desesperou tanto com aquele término, e eu era tão fria. Mudei muito, você também. E, hoje em dia, tudo está bem. Você encontrou alguém que correspondesse suas expectativas, eu continuo vagando, ainda. Enfim, tudo passou.
Você se desesperou tanto com aquele término, e eu era tão fria. Mudei muito, você também. E, hoje em dia, tudo está bem. Você encontrou alguém que correspondesse suas expectativas, eu continuo vagando, ainda. Enfim, tudo passou.
Histórias nossas.
Tanto acontecimento. Tanta falta de apego. Tudo parece estar bem, não é mesmo? E imagino que esteja mesmo. A verdade é que tanta coisa boa já me aconteceu que de monótona minha vida não tem nada. Lembra do dia antes do vestibular? O pri mei ro vestibular. Fui fazer a prova com bastante sono (r). E o segundo vestibular fui fazer com bastante sono, também. Mas, nesse foi diferente. A culpa foi daquele macarrão muito bom que eu fiz, pena que não lembro a receita. Não me lembro bem, mas acho que fomos ao bar na sexta. Acendemos incenso, né (g)? O terceiro vestibular... Ahhhhh, nesse eu dormi cedo. Troquei umas mensagens e, antes das 20 horas já estava dormindo. Bem melhor fazer prova sem sono, viu? Mas, aprontar é melhor ainda (risos). Vestibulares à parte.
Hey, menino, quantas vezes você me disse que eu sou boa sozinha, e que somos melhores quando estamos juntos? Inúmeras. É verdade, sou muito boa sozinha. Descubro-me mais. "Finjo menos orgasmos", não é mesmo? É, garoto, você tem razão, somos melhores quando estamos juntos. É que tem umas coisas que foram feitas para serem vividas uma vez só. Quando estou sozinha, sou boa. Mas, roubam a minha caixa de lápis de cor mais facilmente. E, quando estamos juntos, pego emprestado seus lápis que têm as minhas cores favoritas. É, somos melhores juntos porque compartilhamos felicidade. Protegemos um ao outro, não deixamos que levem nossas cores. É, menino, o destino nos afastou. Você sente frio aí, eu sinto calor aqui. Mas você sabe que a minha caixa de lápis tem 24 cores, né? O único problema, é que o vermelho já está pequenininho de tanto apontar. Mas, ainda tenho cor pra nós.
Para alguém que está a 300 quilômetros de distância.
Hey, menino, quantas vezes você me disse que eu sou boa sozinha, e que somos melhores quando estamos juntos? Inúmeras. É verdade, sou muito boa sozinha. Descubro-me mais. "Finjo menos orgasmos", não é mesmo? É, garoto, você tem razão, somos melhores quando estamos juntos. É que tem umas coisas que foram feitas para serem vividas uma vez só. Quando estou sozinha, sou boa. Mas, roubam a minha caixa de lápis de cor mais facilmente. E, quando estamos juntos, pego emprestado seus lápis que têm as minhas cores favoritas. É, somos melhores juntos porque compartilhamos felicidade. Protegemos um ao outro, não deixamos que levem nossas cores. É, menino, o destino nos afastou. Você sente frio aí, eu sinto calor aqui. Mas você sabe que a minha caixa de lápis tem 24 cores, né? O único problema, é que o vermelho já está pequenininho de tanto apontar. Mas, ainda tenho cor pra nós.
Para alguém que está a 300 quilômetros de distância.
Oxi.
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