terça-feira, 24 de julho de 2012

Felicidade.

Enquanto não nos descobrimos, colocamos um sorriso no rosto, fazemos cara de paisagem, e deixamos que os outros pensem que estamos bem. Dar satisfações pra quê? Pra quem? Viemos aqui para ser feliz, né? Sei não. Mas é melhor pensar assim. Sei lá se um dia a Dona felicidade chega. Enquanto não chega, vamos curtindo a jornada mundana. Penso que todos temos um propósito nessa vida (ou em outras, tanto faz). Mas é que eu penso muitas outras coisas, também. Não dá pra sair afirmando o que não temos certeza. Penso, também, que todos nós sabemos porque estamos aqui, na Terra. Sabe, independentemente do propósito, de sabermos ou não o que devemos fazer, a vida é extremamente bela. Talvez a troca de sorrisos sinceros seja uma das coisas mais bonitas. O amor é tão lindo quanto o sorriso. 
Acho que felicidade é quando descobrimos que trocar sorrisos sinceros é melhor, e mais prazeroso, que fazer cara de paisagem. Felicidade é quando passamos a amor sem barreiras. Amamos homem, mulher, criança, negro, branco, lésbica, gay, cachorro, passarinho, cadeirante, tartaruga, marido, esposa, namorado (a), puta, velho, novo, broxa, tesudo, gostosa, filho, maconheiro, bêbado. Amamos todos com a mesma intensidade, damos a todos o mesmo sorriso. Vamos à todos os lugares, sem distinção. Igreja, terreiro, centro, casamento, batizado, balada, festa de quem não conhecemos, tributo, puteiro, favela, Leblon, coquetel, churrasquinho na laje, 15 anos de patricinha. Olhamos para todos da mesma forma, sem julgamento. É, essa deve ser a felicidade... Em que deixamos o sorrisinho forçado, e sorrimos com a alma.

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