terça-feira, 10 de julho de 2012

Sei lá pra quê.

Vai ser sempre assim? Sempre ondas? A maré aumenta, o mar fica bem bravo. Assusta quem está passando pela praia. Bate bem forte no muro das casas que ficam ali pertinho, já na areia. Todos se preparam. No entanto, tempo depois, a maré abaixa. O mar acalma-se, fica manso. As ondas já não são tão vorazes. Quebram-se uma a uma. 
Com os sentimentos? É assim também. Sinto paixão, vontade. Ondas que têm a capacidade de marejar o pequeno coração. Este, por sua vez, fica bravo. Age como a maré: amedronta todos que estão por perto; surpreende. Mas, como o tempo, a maré abaixa. Coração pulsa mais lento. A alma torna-se, outra vez, mais cândida. As lembranças ficam. Arrumam um espaço, lá no cantinho. Acomodam-se, e por ali ficam adormecidas. Mas, tudo desperta um dia, né. Pois é. Lembranças acordam com toda energia. Vêm nos trazer história antigas, vêm reviver momentos bons e ruins. Vêm nos lembrar de conversas bobas, sem nexo. Eu acho bom, sabe. Muitas vezes, ajuda a matar a saudade. 
Sinto a falta de tanta gente. Sinto frio. Sinto-me só, às vezes. 
Mas, sinto ainda mais por saber que consigo estar bem quando estou sozinha. Depender de alguém trás uma falsa segurança, é bom para se acomodar. Com o tempo, aprendemos que não precisamos de companhia para o almoço, não precisamos de opinião para comprar roupa. Precisamos de companhia só pra alegrar a alma, quando não conseguimos o fazer. 
É. Esses monólogos me ajudam compreender tanto de mim. Eu poderia escrever sobre o Universo, número de ouro, Tolstoi, Galileu ou Rousseau. Mas, sobre isso, eu falo com outras pessoas. Sobre mim, falo apenas comigo mesma. É assim. 

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