sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Sonho bom.
E se ainda houvesse algum resquício de coragem e eu pudesse escrever coisas bonitas outra vez, eu lhe falaria sobre sentimentos e sonhos. A dureza das provas e o gosto amargo da incerteza esfriam a alma. O coração desacredita na permanência dos amados. Dizer adeus torna-se comum, com o passar dos anos. Então, fecho os olhos e sigo em frente, mas não me acostumo com as perdas. Não me esqueço dos antigos abraços, dos cheiros, do toque. Nesse processo doloroso de se tornar adulto, sinto falta da casa da árvore e dos bolinhos de chuva da infância. O tempo passa e as nossas primeiras vezes findam-se. Bem... Ainda faço planos, tento manter o coração aberto e não me perder entre tantos medos. Guardo aquilo que foi sonhado e fim.
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