quinta-feira, 29 de março de 2012

Blue Jeans - Lana Del Rey

"Love you more, than those bitches before
Say you'll remember
Oh baby, say you'll remember
I will love you until the end of time"

Fique.

Talvez volte. Talvez se vá. Pouco tempo. Para sempre. Talvez eu espere. Talvez nem esteja mais por aqui. Vagando, esperando, chorando. Venha e fique. Me peça que espere. Ou, se vá e não volte. Mas, em última instância... volte. Porém, para ficar. 

terça-feira, 27 de março de 2012

Amarelo-marca-texto.

O sobrinho do mago - As crônicas de Nárnia

Liberte-se!

Esse tempo que insiste em não passar, em retornar. Tudo tão distante, tudo frio. Tudo que já se passou há tempos, ressurge. Vem, volta. A casinha, naquela rua triste e sombria, onde quase tudo era igual, apenas a menina de cabelos lisos e vestido cor-de-rosa era diferente. Sofria sem ao menos saber que tudo ficaria pior. E piorou. Presenciou um infindável tempo de tristezas gigantes, e então teve fim. Passou. Mas, nada foi devidamente enterrado, enfrentado. A casa da rua triste aparece, trazida pelo pássaro dos sonhos que vem contar histórias já vividas. Histórias esquecidas. O pudim na geladeira de domingo. A televisão velha, sem cores. O macarrão ao molho, na panela de tampa torta da mamãe. E, o secreto amor que ali existia. Aquela rua, o barulho da chave, alguém chegava no portão de grades, sempre no mesmo horário. Tic tac, tic tac, tic tac. A hora chegava. Hora em que o barulho se dava. Hora que a tortura começara. Aquele turbilhão de sentimentos ressurgia em seu subconsciente. Acorde, menina, vá pentear seus cabelos lisos. Mas não acorde antes que o sonho se finde e as lembranças sejam enterradas, senão, se deparará com seu futuro. Perceberá a existência do fim dos tempos. Enterre. Acorde. Tic tac, tic tac. O tempo está passando e, sua vida diminuindo. Acorde. Liberte-se. A vida é tão rara!

segunda-feira, 26 de março de 2012

Sem responsabilidade!

Andar descalço
Limpar a mão na roupa
Comer brigadeiro de colher
Almoçar miojo dias seguidos
Dormir tarde... não acordar tão cedo
Brincar de pega-pega
Pular corda
Correr
Ralar o joelho
Dormir na cama dos pais
Crise de riso
Arroz com feijão... quentinho!
Leite frio
Chocolate derretido
Dormir com chuva
Festinha de criança... bolo e guaraná!
Livrinhos de conto de fadas
Músicas sem sentido
Patinete
Bicicleta
Aviãozinho de papel
Casinha da árvore
                                                                       




                                                                                                           .                                            Nada com nada.

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E quando tudo não passava de um sonho distante... parecia ser tão mais simples e perfeito. Pessoas tornam tudo mais complicado e severo.

Basta.

domingo, 25 de março de 2012

Excrecência maldita.

Pessoas são excretas. Nojentas. Perdidas em um mundo que não as merecia. Vagam e destroem lentamente a nave que há milhões de anos as suportam. Pessoas são más, rudes, machucam. Pessoas são egoístas. Sociedade consumista, desumana, hipócrita. O mundo grita, pessoas riem. Gente passa fome, pessoas compram carros. Humanos não amam, não cuidam, destroem, corroem e matam. São grosseiros consigo mesmos, infligem suas próprias leis. Pessoas são bichos, pura excrecência. Vivem 80 anos e levam consigo apenas magoas e matéria. Amem as árvores. 

Boba.

Amor bobo, exagerado, idealizado. Deixa-me triste, entalada, enfurecida, ansiosa. Trás-me delírios, sonhos, inova e machuca. Some. Murcha. Ressurge. Ressurge mais forte, pois só agora é perceptível o tamanho de tal sentimento. Amor bobo, fictício, perfeito. Invade-me se autoridade, deixa-me se reação. Boba, perplexa. Amor impossível, complicado, imperfeito. Amor que fere, que vem  e em outrora sumirá sem deixar rastros. Amor que marca. Inesquecível. Amor que desperta o meu lado mais humano, mesmo deixando-me boba.