domingo, 31 de março de 2013

Amor da vida.

Ei, anjo meu, sente-se aí e fique um pouco mais. Abrace-me e permaneça assim enquanto puder. Tens para si todo amor que há em mim. Um pedaço meu, é teu. Doado sem precedentes. Sem taxas para me ter assim, da forma que preferir. Mas, por favor, se tiver que partir, diga-me baixinho.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Dor na alma.

Mãe, mamãe, mãezinha. Um ser meu. Essa saudade ficou guardada por tanto tempo e, agora, tudo me lembra você. Ele parece ter escolhido a dedo uma mulher pra gerar a menina que, posteriormente, seria dele. A dor do desapego dói antecipadamente. Consegui entregar o meu maior sonho nas mãos do Universo. Mas entregar a vida dele? Não. Percebo isso e espero ter, ao chegar em casa, o colo mais seguro do mundo. Então chego e percebo, novamente, que ele se foi. Dói tanto. Um egoísmo tão grande. Te querer pra mim. E te guardar em uma caixinha. Um lugar meu e seu. Reserva de colo pra quando precisar, sabe? Três anos e oito meses se passaram. O outono chega e traz as lembranças. Traz as imagens de um corpo que, lentamente, perdia a vida. Já diziam... "Os bons morrem cedo". Aonde você está agora? Será que pode ver tudo que está acontecendo? Quando choro, apago as luzes pra você não ver. Lembro do dia em que percebi que logo você partiria. Pensei na festa de quinze anos, que você não veria. O primeiro namorado, que você não conheceria. A aprovação no vestibular, que você não cemoraria. Ahhh... As formaturas, que você não assistiria. E, por fim, o neto que você não teria. Em cada data, uma nova perda. Os gritos param na garganta. Pra cada sorriso, uma lágrima.  "O todo é sempre maior que a soma das partes". Muitos se aproximam do que você era, mas nenhum é grande o suficiente para preencher esse vazio. A lágrima corre e leva consigo boa parte da minha dor. 

"Que eu não perca a beleza e a alegria de ver, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma..." - sábio Chico.

sábado, 2 de março de 2013

Invasor passageiro.

Essa ausência de você me destrói. Causa uma fadiga que inicia-se no estômago e sobe até o coração. As mãos tremem em um ato ivoluntário incessante. O pensamento vai lá e volta cá. Imagens são formadas, cenas imaginadas. Tudo desgostoso. Escrevo, escrevo, apago. A primavera findou-se. O verão aproxima-se do fim. Os dias ficam cinzentos. O seu gosto fica mais amargo. Algo subjetivo pode ser entendido quando se quer. Minhas palavras sempre foram claras demais. As frases, sequênciais. Diferentemente da paixão, que era ilógica. Definição disso de agora, eu não tenho. É tão bom. É tão mais simples, menos árduo. Um amor constante, de proporção direta. Doce de se pronunciar. Amargo de sentir. Mel. Fel. Indefinido e tão presente. Repentino. Lento. Indefinido e tão presente.