Não havia mordomos em casa, estavam todos de folga e apenas o jardineiro tinha ficado para cuidar das bromélias que haviam florescido aquela manhã. Laura, a madame, ainda estava repousando quando foi surpreendida com o som da campainha. Ergueu-se da cama e desceu as escadas rapidamente, tinha certeza: era Ana, a sua menina, tão pura, tão desejada.
Chegou à porta euforicamente, estava tão hesitada que nem percebera que ainda estava de pijamas, mas, era linda naturalmente, não precisava de muito para estar deslumbrante. Era como todos sempre diziam a ela: era uma pintura, uma boneca de porcelana com cabelos cor de abóbora e de olhos mais azuis que céu de verão. E, era ainda mais linda quando estava eufórica, excitada.
Abriu a porta. Lá estava Ana, acompanhada da mãe. Tinha os cabelos loiros e cheio de cachos, como os de um anjo. Usava um vestido de renda, comportado como sempre. Tinha a boca vermelha, delineada, como se tivesse sido desenhada à mão, e esta destacava ainda mais seu rosto pálido. Era uma menina ainda, pura, não via malícia em nada. Já Laura, não conseguia pensar em mais nada quando via a menina, ficara ofegante, e mesmo sabendo que podia ter qualquer outra pessoa, tudo que queria era Ana. Sim, a Ana. A desejada mais que qualquer outra coisa, tinha sonhos perfeitos com ela, a imaginava em seus braços, nua. Sabia que isso não aconteceria, que Ana não a via como mulher, mas, isso fazia com que ela a desejasse mais e mais, precisava tocá-la, senti-la.
Laura, tentando se controlar, convidou Ana e a mãe para entrarem. Sentaram-se no sofá. Laura estava inquieta e, de repente, se pegou olhando para as pernas de Ana. Disfarçou. A mãe levantou-se do sofá e foi observar o trabalho do jardineiro, amava flores. Laura ficou ainda mais nervosa, ansiosa, queria fazer algo, Ana estava em sua frente, tão linda. Mas o que faria? A menina era inocente, nunca entenderia o que se passava na cabeça de Laura. E a sua mãe? Laura, por alguns instantes, desejou que a mãe de Ana desaparecesse. Teve uma reação: levantou-se, e chamou Ana para ver o mimo que comprara para ela, estava no quarto. Subiram às escadas, Laura estava decidida, precisava reagir ou o desejo que sentia a corroeria por dentro.
Entraram no quarto. Laura havia comprado um vestido para a menina, entregou o presente. Pediu que provasse (sim, Laura estava reagindo). Ana, envergonhada, tirou o seu vestido para provar o novo. Laura se ofereceu para ajudar. Não resistira, Ana estava apenas de roupas intimas em sua frente. Aproximou-se, virou-a de costas, tocou-a delicadamente, desabotoou seu sutiã. Ana ficou sem entender o que Laura estava fazendo. Laura a virou novamente: olhou seus seios, pequenos, perfeitos, puros. Tocou. Um arrepio percorreu o corpo de Ana, amoleceu-se. Não entendia o que estava fazendo, Laura era uma mulher. Não teve reação nenhuma, deixou-se levar por Laura. Estava tendo sensações que nunca tivera antes. O que estava sentindo? Laura a deitou na cama, delicadamente. Continuou a tocando, encostou sua boca próximo aos seios de Ana e foi descendo, raspando sua língua pela barriga da pequena, até chegar à borda de sua calcinha. Ana retorcia-se, não entendia o que estava acontecendo, tentou pensar na mãe, mas, não tinha mais forças para isso... não pensara em mais nada, entregara-se a Laura, estava excitada, mole, apenas não tinha consciência disso, não sabia o que estava sentindo, tudo que sabia é que aquilo não era certo.
Com a mão, Laura tirou a calcinha da Ana. Agora sua menina estava ali, estirada em sua cama, contorcendo-se de prazer como uma mulher, mas com a mesma essência de menina, pura, tão pura. Laura a tinha como sempre desejara, só sua.