sábado, 31 de dezembro de 2011

"Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, se veste bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta o SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, está assim, ó. 
Mas só o meu amor consegue ser do jeito que ele é."









(N....)

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Descarrego.

De repente, quando a tempestade parece ter passado, tudo fica mais ameno, mais claro. Percebo então, que mesmo sem ninguém, em momento algum eu estava sozinha. Percebo que bastava somente a minha própria companhia e o reconhecimento do que eu era, do que sou e do que posso me tornar. Todas as palavras que antes não faziam sentido, agora fazem. O meu auto-conhecimento e reconhecimento foram suficientes para me dar força. Força para ser algo maior. O que está por vir não posso prever, mas posso moldar com meu esforço para que seja parecido com o esperado, mesmo que tudo tome um rumo diferente. Magoas foram deixadas. Feridas cicatrizadas e, as cicatrizes são apenas marcas da minha força de superação. O que se foi, está guardado como lembrança em uma caixa dentro de mim e agora apenas vivo um novo momento, com a certeza de que também passará. Sim, todos os momentos se vão... os terríveis e os felizes. Preocupo-me agora, comigo mesma e me doo aos poucos _quando posso_ aos que precisam.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Deixe-se.

De-me um sinal de quem você é, do que você gosta, de como agir contigo... Se pretende partir, apenas me diga adeus. Mas, se possível for, fique um pouco mais e deixe-me te amar por mais um tempo, deixe-se ser amada e nada mais. Só te peço que veja um pôr do sol junto comigo, umas horas contando estrelas, uma noite de abraços, um sorvete, o cigarro de cereja, um cartão de natal ou qualquer outra data, um último beijo me conte uma mentira com a mais pura sinceridade e um abraço de adeus. Fique calada e apenas me deixe dizer que te amo, que te quero junto a mim. Não preciso de resposta, pois, não lhe faço perguntas... apenas te amo e fim. Apenas deixe-se ser amada, deixe-se ser a minha pequena, a minha menina.



(Para a minha pequena).

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ultima tentativa.

E novamente digo que esta é a ultima vez. Tento me desapegar do que nem me pertence mas não consigo deixa-la ir dos meus pensamentos. Há dias, desde que acordo até o momento em que vou dormir, é em você que eu penso. Mesmo sabendo (imaginando) que você nem se lembra de mim, eu penso. Vou atrás porque te quero, e te quero como você é... com seus defeitos, com seu jeito misterioso, com a sua falta de demostração e com todas as suas qualidade. Quero quem você realmente é. Esperaria todo o tempo possível, pois, mais ninguém além de você, jamais me fez sentir assim. Espero e não me canso nem desisto. Quero apenas, que tenha consciência disso... e que por mais que todos me julguem e eu esteja sendo tachada como boba, continuarei esperando. Eu realmente não sei  como agir com você. Me diga, me mostre, conduza. Farei tudo no seu tempo, da sua forma. Não preciso de pressa. 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Papai.

O que farei se você se for? Vai para onde? Longe. Perto. Nada adiantaria se eu te dissesse que o teu amor fraterno ainda é necessário em minha vida. Não resolveria se eu lhe implorasse para ficar. Mas, detrás dessa capa que me esconde, eu ainda necessito de ti e imploro para que fique. Fique mais um pouco, mesmo longe, mas esteja presente. Não parta. Não se distancie muito. Deixe-me te abraçar quando nada der certo, me acolha e me proteja. Não se vá, não agora. Ela já se foi e eu ainda preciso de você. Ela está distante o suficiente e, em meio a tudo, ainda dependo do seu amor. Fique mais um pouco e me veja crescer. Deixa eu te mostrar que posso aprender a voar, que serei maior ainda e que ficará um pedaço de você em mim. Mas, não me deixe sozinha neste momento. Eu ainda tenho medo do escuro e só o seu carinho pode me proteger. Eu não sou forte como você pensa. Ela já se foi e eu me sinto só... não parta agora. Me dê a oportunidade de lhe apresentar as pessoas que eu amo, de te escrever uma carta, de te mostrar o diploma do meu sonho realizado. São apenas mais alguns anos e eu estarei lá em cima, vestida de branco e dedicarei a você e a ela o mérito da minha conquista. Deixe aqui um pedaço de você e não vá agora. Eu sei que você não quer ir... então, a noite, peça a Ele, bem baixinho para que você fique mais um pouco. Estou sendo egoísta, porque quero você por mais um tempo e fraca por não aceitar as coisas como elas são. Mas não nos custa tentar, implorar e dizer que na nossa concepção, ainda é cedo demais para a partida. Peço mais uma vez... não me deixe agora, mas se tiver mesmo que ir, diga-me o que fazer. Diga-me adeus, mas diga-me também que você estará sempre por perto. Olhe sempre por mim, papai, e saiba que a sua “Baby-baby” ainda é a mesma... e está aqui, por detrás desta máscara.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Quero mais.

E se eu te disser que quero algo mais? O que você faria? Sim, quero mais. Quero tudo e quero nada. Quero você, quero que fique. Mas que fique se quiser. Que fique mais um dia, um ano ou apenas mais uma hora. Mas quero também que me diga que volta. Quero uma ligação inesperada, quero que me mostre o que quer. Eu quero mais. Quero que fique. Fique mais hoje, fique esta noite e seja minha, apenas. Volte e se vá. Quero que me deixe segurar a sua mão e que não me peça para solta-la. Quero um sorvete gigante, com você. Quero um céu estrelado e com nuvens que se movam. Quero liberdade e quero também você. Sim, quero de tudo um pouco, rotinas são cansativas. Quero brigas, choros verdadeiros, risadas de felicidade ou de palhaçada. Quero abraços e beijos infindáveis. Quero que venha e que me deixe com gostinho de ‘quero mais’ quando se for. Quero saudade. Quero você de todas as formas, em todas as fases, com todos seus defeitos e suas qualidades cada vez mais exaltadas. Quero que me diga para que não vá, que me segure, que sugira o que fazer. Me censure. Quero loucuras, o incomum. Deixe-me e volte. Mas volte para ficar. Diga-me que aceita. Quando se cansar, avise-me... eu mudo, viro outra, para que não se canse novamente. Quero mais, mas não quero cobranças. Continue assim, eu faço tudo por ti, apenas me diga que aceita... Do resto eu cuidarei. Deixe-se ser a minha menina.

Mal que me faz.

Se soubesse como eu te vejo, te desejo, te cobiço... Penso, lembro, relembro. Sinto seu cheiro e visualizo seu sorriso em meu pensamento. Diga-me onde estas, pequena, que te busco e te levo pra longe. Por algumas horas seremos apenas você e eu. 
E mesmo não sendo tão próxima de ti, por algum motivo, você me acalma, me assegura. Faça-me perder o medo que iremos onde quiseres. Longe. Perto. Escuro. Encoste-me, abrace-me e me proteja. Faça-me esquecer todos, fugir da realidade, ser menos preocupada. Ensine-me a ser livre, pois, não importa, você me tem e eu sempre voltarei para que você me conte uma história e me leve ao imaginário. Saia desde lugar, saia comigo... Vamos pra longe de toda futilidade, de mentes minúsculas. Vamos a um lugar onde a música seja mais alta que nossa voz, para que não possamos ouvir lorotas alheias e nos entendamos através de olhares. Não se vá quando amanhecer. Se esconda e leve-me junto a ti. Sentarei em qualquer parada para que você deite em meu colo... adormeça, descanse. Nos encontraremos nos sonhos. Sim, fugiremos pra longe da fugacidade do tempo, formaremos um cenário apenas nosso e tudo ficará bem. Não haverá oportunistas e cárceres que nos tiram o que nos faz bem e nos empurram para o fundo do poço. Nos prendem, magoam. Vamos, pequena, para longe de mentes minúsculas que nos machucam. Eu posso estar ferida, mas apenas o seu silêncio já é o suficiente pra mim. Suficiente para que eu te deseje e para que eu tenha essa imensa ganância de te levar comigo, para longe de todos. Sim, pequena, com você o meu medo se vai.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Medo.

Eu tenho medo. Sinto tudo e nada. Desânimo e desejo. Durante o dia, todos os meus pensamentos são seus e a noite você invade todos os meus sonhos. Onde está meu foco? A linha que pensara em seguir fora simplesmente apagada. E outra, um pouco torta e com alguns obstáculos, fora traçada: um novo caminho. São escolhas... desistir ou arriscar? No momento, dentre todas as opções e suas consequências, ainda escolho você. Sim minha pequena, escolho você. Arrisco, perco o medo e, ao mesmo tempo, o sinto cada vez mais forte. Perco o medo de sofrer, de me machucar e o medo de lhe perder me invade, me consome. Venha até aqui e com apenas uma frase me faça perder esse medo. Diga-me para ficar, esperar, lutar. Vamos para um outro lugar, onde possamos nos esconder em qualquer canto, fingir que somos outras pessoas para que ninguém nos encontre. Me abrace que eu te protejo de tudo. Nada mais irá te prender, minha menininha. Será quem você é, com seu brilho natural... nada mais te impedirá. Segure minha mão e o medo se vai, deixe-me te levar daqui. Peça-me para ficar. Esqueço tudo, deixo todos e seremos apenas você e eu. Não traga nada, não precisa.. o que eu tenho já é suficiente para nós. Sim pequenina, não te cobro nada, nada.. apenas me peça para ficar e faça com que eu me esqueça de tudo, que eu abandone esse medo e dentre todas as opções reste apenas você. Não menina linda, não se vá... me de a mão e te levarei para longe. Apenas peça para que eu continue. Sem ouvir sua voz, o medo me invade.. cada vez mais intenso. Onde você está, menina linda? Diga-me onde, eu levarei pra você o maior sorvete de todos e nos esconderemos atrás dele. Venha, pequena, e apenas peça para ficar. O medo ainda não se foi e mesmo assim escolho você. Sim, linda, apenas me diga para que fique e eu esperarei. 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Só por esta noite.

Venha até aqui, só mais uma vez, me abrace e deixe-me te mostrar as estrelas. Me escute, mas escute com atenção, eu falarei baixinho.. só pra você ouvir. Deixe-me te levar pra outro lugar, te contar uma história e te arrepiar com um beijo. Me dê um sinal, me mostre algo, sinta, pensa, transpareça. Sente-se e fique um pouco mais, não me deixe desistir. Abrace-me e fique até mais tarde, eu preciso de você, da sua presença, do seu abraço e desse seu jeito misterioso.
Vamos sair de perto de todos, pra um lugar estranho, sozinho, só nosso. Levarei uma bebida.. beba, beba só mais uma dose. Depois me diga tudo, me diga o que você acha. Amoleça. E, apenas essa noite, seja minha. Não quero nada em troca, nada. Apenas você, uma bebida e a noite toda. Não diga nada, apenas escute e demonstre. Seja transparente, deixe-me entender esse seu silêncio. Escute tudo e se nada for condizente, apenas espere amanhecer e esqueça. Quando sentir-se bem, volte: eu estarei sempre aqui, esperando que a gente se esbarre em qualquer lugar.

Respostas.

Por que as respostas não surgem nas nuvens? Por que as estrelas não nos contam os segredos que queremos ouvir? Por que a lua não leva os meus pensamentos até você? 
Eu falo, digo tudo e você não pode ouvir. Escrevo coisas que ninguém entende. Sinto o que ninguém mais pode sentir. Vejo suas fotos e penso em você, apenas. Tenho medo de perder, tenho medo de magoar, tenho medo de incomodar. E não entendo, não entendo nada. Por que me sentir assim? Por que surgem enormes afetos por pessoas que não nos dão motivos concretos para isso? 
Eu só queria uma oportunidade.. e faria qualquer coisa por isso, qualquer coisa. Ninguém seria capaz de entender, todos me julgariam, mas você não. Sei que você me entenderia mesmo sem entender, e é apenas disso que eu preciso: de você. 

Patience - Guns N' Roses





If I can't have you right now I'll wait, dear
Sometimes I get so tense
But I can't speed up  the time

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

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Você.

E tudo poderia ter importância, tudo poderia ser diferente mas, dentro todos, só você é diferente pra mim. Eu poderia escrever textos e mais textos pra tentar fazer com que você entenda o que eu sinto, mas não seriam suficientes. Por que me sentir assim? Por que não te entender? Se todos soubessem como isso dói em mim... Eu não gosto de pessoas e não faço questão de te-las em minha vida, mas quando as quero eu realmente luto por isso. Compensa? Recompensa? Por que? 
Por você eu já imaginei as maiores loucuras e eu as faria. Faria tudo pra ir te ver.. iria a qualquer lugar. Brigaria com todos e ficaria só com você. Fugiria de casa, escreveria uma canção, compraria um livro, uns chocolates, um pote de geleia de morango e te levaria pra bem longe. E então, seria apenas eu, você, os chocolates, o livro, o pote de geleia, nossa visão, e o por do sol. Esperaríamos anoitecer, veríamos o dia amanhecer e um outro dia faríamos tudo de novo e tudo diferente. E mesmo com tudo isso, eu ainda choraria quando você fosse embora, escreveria textos depressivos, ficaria insegura e teria medo de te perder. 
Por que me sentir assim? É um sentimento único, que machuca, que trás ansiedade e me faz querer mais. Eu realmente tenho a certeza de que quero você na minha vida... 
(Para a menina mais misteriosa do meu mundo)

domingo, 27 de novembro de 2011

Jeep Branco.





Faço planos, imagino trilhas, escrevo textos, penso em você e apenas vivo.

I wouldn't mind - He is we





Forever is a long time
But I wouldn't mind spending it by your side (8)

Coincidências.

Coincidências existem? Tudo realmente tem um 'porque'? Em que acreditar? O que fazer?
Dia 26/11... a data mais intrigante do meu ano: nascimento da minha mãe. E de repente percebo que eu nasci exatamente dois meses antes do nascimento dela e dois meses após sua morte. Coincidências?

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O que me consola.

Me acalma, me tranquiliza, me nina, me faz bem. É quem cuida de mim quando eu mais preciso, é quem me ouve chorar pelas bobeiras mais bobas e, depois, quando tudo passa, relembra e me faz dar as melhores risadas do mundo. Me dá broncas, conselhos, chora comigo. Diz que eu sou novinha, tão novinha.. e eu me sinto protegida, acolhida. Eu sou insegura, eu me apego, eu choro por uma paixão e tenho medo de perder quem eu queria ter na minha vida.. ligo, vou atrás e choro. Nada adianta e ela me ouve, apenas me ouve, me conta uma história, me faz pensar e diz que tudo passará. E passa. Sempre passa. O que é ruim se vai, o que é bom permanece e as vezes quem eu queria que ficasse acaba partindo... as vezes volta, as vezes eu continuo. Sempre assim, e sempre ao meu lado... a irmãzinha que eu sempre quis. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Hoje.

E tudo que eu queria é que aquele momento não acabasse e que se eternizasse pelo resto do tempo.. apenas você, eu e o chão: nada mais seria necessário. Queria também que você tivesse o poder de ler meus pensamentos e sentir o que eu sinto por você pelo menos por um momento, para você entender que pra mim você é a menina mais linda do mundo, como nenhuma outra jamais fora e que, independentemente do que você sente, eu sou capaz de fazer qualquer coisa pra te ter comigo!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Apenas nós.

Em meus sonhos, em meus planos, nada é impossível. Muito pelo contrário.. esse ar de impossibilidade só aumenta mais o meu desejo e a minha imaginação. Eu fugiria, deixaria tudo pra ir te ver. Acharia um lugar secreto, só nosso. Te pegaria onde estivesse, sairíamos andando sem rumo, sempre às escondidas, por estradas que ninguém conheça. Tomaríamos o maior sorvete do mundo. Tomaríamos chuva também, mas qualquer lugar seria bom o suficiente para nos escondermos. Olharíamos para o céu e veríamos desenhos nas nuvens ou contaríamos as estrelas. Desenharíamos mapas, planejaríamos viagens e fugiríamos para onde ninguém nunca pudesse imaginar, apenas nós. Pintaríamos o nosso mundo, imaginaríamos casas e escreveríamos coisas que ninguém mais entenderia, apenas nós. Comeríamos pipoca e chocolate até de madrugada e assistiríamos a filmes. Veríamos o por do sol. Veríamos o amanhecer em qualquer parada, bebendo algo e fumando um cigarro de cereja. Fugiríamos para longe da futilidade humana, em nosso mundo nada seria fugaz. Acordaríamos cedo, tomaríamos um café e almoçaríamos sorvete. Quando nada desse certo, conversaríamos no telefone até de madrugada, falaríamos baixinho pra ninguém ouvir.. você adormeceria e eu ficaria ouvindo sua respiração. E, se de repente o plural parasse de existir, eu continuaria fazendo tudo, no singular, por você. Pegaria sua mão, te raptaria e te levaria pra longe de tudo que te prende, pra longe de tudo que te machuca e te deixa mal. Seria a minha menina, te amaria sem cobrar nada em troca, nada. E, em meio ao proibido, estaríamos em nosso mundo e seríamos apenas nós.

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Eu gosto tanto de você, que até prefiro esconder... deixo assim ficar subentendido
Como uma ideia que existe na cabeça e não tem a menor pretensão de acontecer (..)
E se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer. O que eu ganho, o que eu perco, ninguém precisa saber (8)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

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Eu quero ficar perto de tudo que acho certo até o dia em que eu mudar de opinião. A minha experiência, meu pacto com a ciência: o meu conhecimento é minha distração (..) Eu corto os meus dobrados, acerto os meus pecados, ninguém pergunta mais depois que eu já paguei. (8)

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"E aí aconteceu uma coisa muito engraçada. As crianças não tinham ouvido falar de Aslam, mas no momento em que o castor pronunciou esse nome, todos se sentiram felizes. Talvez isso já tenha acontecido a você em sonho, quando alguém lhe diz qualquer coisa que você não entende mas que, no sonho, parece ter um profundo significado - o qual pode transformar o sonho em pesadelo ou em algo maravilhoso, tão maravilhoso que você gostaria de sonhar sempre o mesmo sonho." (As Crônicas de Nárnia - O leão, a feiticeira e o guarda-roupa)

Conclusões.

Eis que em meio a tantos acontecimentos, um simples ato, poucas palavras (uma única frase talvez), já fez com que todo o péssimo final de semana tenha compensado e se tornado um dos melhores. Surge um sentimento bom, algo interessante... que me faz querer ir atrás. É especial, é incomum e, já tem o meu carinho incomensurável. Tudo que penso, é que talvez todos os textos escritos não estão perdidos, que os momentos de euforia talvez fossem reais e que as vezes, falar o que sentimos é algo bom. Tudo que quero, é que tudo se repita amanhã talvez. E se não mais se repetir? Que me tragam a tequila!

domingo, 20 de novembro de 2011

YOU - The Pretty Reckless

You don't want me, no... you don't need me. Like I want you, oh. (8)

Pecados Íntimos - parte II

Ana ali deitada, despida, ofegante, molhada. Laura, sobre a menina, com as pernas entrelaçadas, a beijava e, enquanto isso, sua mão percorria o corpo da pequena. Arranhara a coxa de Ana, ela apenas soltara um gemido, uma mistura de prazer e dor. Laura descera sua boca pelo corpo da outra: chegara onde queria, nunca esteve com tanta sede. Tinham pouco tempo, mas quem se importaria com isso agora? A língua de Laura dançava entre as pernas de Ana, fazia movimentos leves, delicados. Mordiscara-a. A pequena contorcia-se, com uma das mãos apoiava-se na cabeceira da cama, com a outra segurava os cabelos de Laura, puxava-os.  Laura empolgava-se com os gemidos de sua menina, aumentava o ritmo. Ana estava cada vez mais ofegante. Laura penetrara seu dedo na menina: agora sim Ana experimentara todas as sensações. Laura girava seu dedo dentro da pequena e, sua boca continuara lá, no mesmo lugar: a lambia, sugava, chupava.
Em meio a tantas sensações e quantidade incomensurável de prazer, Ana começava ter noção do que estava sentido. Era o prazer do pecado. E, aos princípios que sempre fora criada, tudo estava errado multiplamente, Laura era uma mulher: literalmente uma mulher. Mas não se importava, estava prestes a ter um gozo carnal de prazer. Sentia o corpo de Laura quente junto ao seu: gemia. Não mais se importava com seus princípios, queria apenas sentir. E sentia. Sentia Laura dentro de si, a comendo. Agora, já não havia mais movimentos tão delicados, Ana pedia mais, já estava a ponto de implorar, queria sentir. Estava ofegante, cada vez mais sem forças, procurava algo para se apoiar e, quando não encontrava, apoiava-se em Laura: a arranhava, apertava, desejava. O ritmo estava cada vez mais intenso, mais forte, ligeiro. E Ana contorcia-se cada vez mais, fazia movimentos com os quadris: rebolava.  Não tão pura como antes (risos). E chegara onde tanto esperara. Laura nunca ouvira gemidos tão intensos, tão puros, tão desejados. Gozara. Sim, Ana, tão linda, tão pura, com seus cabelos de anjo tivera o orgasmo mais desejado: na boca de Laura. E ali, amolecida, cansada, tudo que as duas desejavam era que aquele momento não findasse. Ana não mais lembrava de seus princípios, de seus conceitos. Experimentara agora o que sempre lhe proibiram. Não mais se importava, nem mesmo com a sua mãe... na verdade, chegara a desejar que esta não estivesse ali. Queria a Laura, sem mais. Desejava, em meio a uma certa sensação de remorso, o proibido. Queria mais. Desejava. E sua pureza, onde estava? Era uma mulher agora.

Pecados Íntimos

Não havia mordomos em casa, estavam todos de folga e apenas o jardineiro tinha ficado para cuidar das bromélias que haviam florescido aquela manhã. Laura, a madame, ainda estava repousando quando foi surpreendida com o som da campainha. Ergueu-se da cama e desceu as escadas rapidamente, tinha certeza: era Ana, a sua menina, tão pura, tão desejada.
Chegou à porta euforicamente, estava tão hesitada que nem percebera que ainda estava de pijamas, mas, era linda naturalmente, não precisava de muito para estar deslumbrante. Era como todos sempre diziam a ela: era uma pintura, uma boneca de porcelana com cabelos cor de abóbora e de olhos mais azuis que céu de verão. E, era ainda mais linda quando estava eufórica, excitada. 
Abriu a porta. Lá estava Ana, acompanhada da mãe. Tinha os cabelos loiros e cheio de cachos, como os de um anjo. Usava um vestido de renda, comportado como sempre. Tinha a boca vermelha, delineada, como se tivesse sido desenhada à mão, e esta destacava ainda mais seu rosto pálido. Era uma menina ainda, pura, não via malícia em nada. Já Laura, não conseguia pensar em mais nada quando via a menina, ficara ofegante, e mesmo sabendo que podia ter qualquer outra pessoa, tudo que queria era Ana. Sim, a Ana. A desejada mais que qualquer outra coisa, tinha sonhos perfeitos com ela, a imaginava em seus braços, nua. Sabia que isso não aconteceria, que Ana não a via como mulher, mas, isso fazia com que ela a desejasse mais e mais, precisava tocá-la, senti-la.
Laura, tentando se controlar, convidou Ana e a mãe para entrarem. Sentaram-se no sofá. Laura estava inquieta e, de repente, se pegou olhando para as pernas de Ana. Disfarçou. A mãe levantou-se do sofá e foi observar o trabalho do jardineiro, amava flores. Laura ficou ainda mais nervosa, ansiosa, queria fazer algo, Ana estava em sua frente, tão linda. Mas o que faria? A menina era inocente, nunca entenderia o que se passava na cabeça de Laura. E a sua mãe? Laura, por alguns instantes, desejou que a mãe de Ana desaparecesse. Teve uma reação: levantou-se, e chamou Ana para ver o mimo que comprara para ela, estava no quarto. Subiram às escadas, Laura estava decidida, precisava reagir ou o desejo que sentia a corroeria por dentro.
Entraram no quarto. Laura havia comprado um vestido para a menina, entregou o presente. Pediu que provasse (sim, Laura estava reagindo). Ana, envergonhada, tirou o seu vestido para provar o novo. Laura se ofereceu para ajudar. Não resistira, Ana estava apenas de roupas intimas em sua frente. Aproximou-se, virou-a de costas, tocou-a delicadamente, desabotoou seu sutiã. Ana ficou sem entender o que Laura estava fazendo. Laura a virou novamente: olhou seus seios, pequenos, perfeitos, puros. Tocou. Um arrepio percorreu o corpo de Ana, amoleceu-se. Não entendia o que estava fazendo, Laura era uma mulher. Não teve reação nenhuma, deixou-se levar por Laura. Estava tendo sensações que nunca tivera antes. O que estava sentindo? Laura a deitou na cama, delicadamente. Continuou a tocando, encostou sua boca próximo aos seios de Ana e foi descendo, raspando sua língua pela barriga da pequena, até chegar à borda de sua calcinha. Ana retorcia-se, não entendia o que estava acontecendo, tentou pensar na mãe, mas, não tinha mais forças para isso... não pensara em mais nada, entregara-se a Laura, estava excitada, mole, apenas não tinha consciência disso, não sabia o que estava sentindo, tudo que sabia é que aquilo não era certo.
Com a mão, Laura tirou a calcinha da Ana. Agora sua menina estava ali, estirada em sua cama, contorcendo-se de prazer como uma mulher, mas com a mesma essência de menina, pura, tão pura. Laura a tinha como sempre desejara, só sua. 

sábado, 19 de novembro de 2011

in love.

O que eu faria? Tomaria chuva, acordaria cedo e dormiria tarde, comeria pipoca, faria café da manhã para trazer na cama, alugaria filmes que não gosto (e os assistiria), gritaria pro mundo o que sinto, correria, acenderia todas as luzes só para que todos pudessem enxergar a minha alegria, contaria, rezaria, subiria umas escada de joelhos, escreveria um livro, comeria peixe, aprenderia a cantar, faria uma tatuagem, colocaria um piercing, todos os textos seriam dedicados à ela, minhas manhãs teriam cheirinho de chuva e o entardecer teria cheiro de chocolate. Desejos. Algumas vezes, faríamos qualquer coisa para que fossem realizados.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Dúvidas confusas.

E tudo que pensara foi no que o outro tinha pensado. Qual a imagem que o próximo formou de si? Esta dúvida martelava em sua cabeça, não sabia o que pensar. Quando tentava ter pensamentos otimistas, logo se punia, pois tinha medo da decepção. Outrora, tinha os piores pensamentos e pensava em não se apegar, se menosprezava a ponto de querer se afastar do que ainda não era próximo. Arrependia-se da sua reação imediata, naquele momento, tudo que teve foi uma mistura de ansiedade, euforia e vergonha. Fizera algo de errado? Será que sua imagem estava mesmo ridicularizada como pensava? Todas essas idéias martelavam em sua cabeça. Não mais sabia o que devia sentir, se devia ou não se envolver... se aquilo que tanto desejava um dia estaria em suas mãos, em seus braços.
Tinha a levado um mimo, foi o que tivera vontade naquele instante. Pensou seriamente em levá-lo de volta, simplesmente não entregá-lo. Mas, naquele momento, em meio a tanta euforia, o mínimo que fez foi lhe entregar aquilo que tinha comprado com tanto carinho, que escolhera a dedo... sua real vontade era dar-lhe um abraço e lhe dizer o quanto já tinha importância em sua vida, mesmo em tão pouco tempo, em poucas conversas. Mas, não havia coragem suficiente para isso: algo ainda a puxara para a sobriedade. Realmente não entendia porque se sentia assim, tão confusa. Tudo que sabia era que a outra chamava sua atenção de forma inigualável e ao mesmo tempo era tão sutil... possuía um brilho, uma beleza interior que era natural. Não era necessário nenhum esforço para lhe conquistar por inteiro, para lhe deixar confusa: realmente confusa.Tudo que precisava agora, para amenizar seu imenso pessimismo, era um sinal, um sorriso apenas. Com certeza entenderia um sinal de quem já era tão importante para si. Mas, enquanto não percebia nenhum sinal, sua imaginação agia... ora de forma otimista ora da forma pessimista mais agressiva que havia. O que a outra pensara de si? 

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Monólogo comigo mesma

Não uso salto, não gosto de futebol, nunca começo textos em primeira pessoa e sou comum. Perco-me ao tentar entender o porquê de querer entender todas as coisas, e dentre estas estou eu mesma. Eu alguns instantes penso em apenas aceitar tudo como é, canso de buscar forças para fazer real o que apenas eu posso ver e sentir, imaginário. Utopias. Sim, acredito em utopias, elas me confortam, mas não sou utópica por inteiro, o real também me atrai. Gosto de abraços, amo meu travesseiro e quase nunca tenho paciência com crianças. Gosto do cheiro de chuva (sim, sinto cheiro de chuva), de me molhar na chuva e do período chuvoso. Não suporto calor. Respeito todos, mas não me esqueço dos meus conceitos em nenhum momento: odeio futilidade, infantilidade e o incrível hábito da estagnação, que a maioria das pessoas possui. Amo sorvete, mas às vezes isso me causa séria admiração e, confesso que acharia estranho se alguém que me dissesse que ama sorvete me dissesse também que odeia calor, mas sim, odeio calor e amo sorvete. Escrevo textos que não são entendíveis, durmo de meias e sou dessas que fica de pijamas o dia todo. Apego-me às pessoas e sofro bastante por isso, pois sempre acho que elas nunca gostam de mim e, por esse motivo, acabo me afastando destas.  Inclusive, neste momento, estou pensando em uma dessas pessoas a quem me referi. Falo muito. Falo sozinha. Não sei me despedir (nem no telefone), sou insegura e quase sempre tenho a sensação de inferioridade. Amo cozinhar, mas, quando estou com preguiça de praticar o ato da culinária, bebo leite. Sim... leite. Não faço nada de interessante: não toco nenhum instrumento, nunca escrevi um livro, nunca terminei uma borracha, não pinto quadros, não compus uma música, nunca fiz uma serenata (um dia ainda ei de fazer uma). Ouço bandas que ninguém conhece, abraço pessoas que dormem comigo, não sou apegada à família. Gosto de meninas. Não gosto do que a maioria gosta: enquanto a maioria das pessoas quer conhecer NY ou a Disney, eu quero ir à África do Sul, quero conhecer a muralha da China e quero viajar pelas cidades da Europa. Não gosto da Clarice Lispector, não votaria no Obama, não faço questão de assistir os jogos da copa do mundo e não acho que vivemos em uma democracia... ah, já ia me esquecendo, tenho um certo pavor de religiões. E de repente percebi que me empolguei e que não fiz parágrafos no texto e, percebi também que não cheguei em lugar nenhum. Como disse antes: falo muito. E, se eu for prosseguir, vou literalmente escrever um livro e continuarei sem chegar a lugar nenhum. Questionametos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

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Pequenos sonhos que nos movem pro infinito da nossa imaginação.

Sem ânimos.

Está tudo em suas mãos, o que precisa agora é acreditar em si mesma. Mas, está é a parte que mais a custa. Porque se sentia assim? Em meio a sentimentos deturpados, lembranças obscuras, um passado que a prendia. Se movia, sim, se movia a fundo: como uma areia movediça, quanto mais tentava sair da escuridão e fugir da força que a sugava, mais era puxada para o fundo de seus sentimentos. Sabia muito bem como sair desse vazio, dessa escuridão, mas, dúvidas surgiam o tempo todo. Nenhum pensamento entusiasmante vinha sozinho, estava sempre acompanhado de melancolia, de profundas incertezas, medo de perder o que ainda não era seu. Sim, medo da incapacidade. Como cativaria o que parecia ser tão superior? O que faria? Era uma flor tão linda, tão perfeita, tudo como aguardara e guardara. O que ela precisara? Faria tudo, a cultivaria, buscaria forças para isso. Se desprenderia da obscuridade e logo surgiria luz. Forças.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Semente.

Nada lhe serviria hoje, nada era suficiente. Ressurgira aquela estrela que estava apagada, guardada no fundo de suas lembranças. Seria possível ainda existir alguém assim, com tantas qualidades, com tanto em comum? Sim, ali estava, ali nascera a nova flor. Onde está sua força para cultivá-la? Brotara. Tudo que sabia e sentia era que queria estar mais próxima a partir de então, para regar esse sentimento que ninguém seria capaz de entender, só ela mesma. Tantos objetivos... onde chegaria? Se lembrara bem do fim anterior. Mas, nada aparece por acaso em nossos caminhos, nada; e necessariamente a explicação, em algum lugar, existia. Onde estava?
Tudo fora tão fugaz, tão ríspido e, ao mesmo tempo, tão intenso, com tamanha importância. Integro. Tudo ressurgira, nascera. Onde está, garota, a sua força para cultivá-la? A única certeza que a rondava é a de que não deveria deixar a fugacidade da situação superar suas forças, seu íntimo. Cultive-la, sim, cultive-a.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Recomeço.

O orgulho, a mágoa, a lágrima derramada. Quão forte deve ser? Tudo ressurgia. Um jogo sem saída, um sentimento deturpado.  Tudo em sua mente: passado, fato, cicatrizes. Não, não eram cicatrizes... ainda eram feridas mal curadas. E era árduo. E sentia queimar em sua alma cada marca, cada lembrança. Tudo girava, incomodava, renascia. Era isso que queria? Assim, sozinha no vazio, sem forma definida? Era isso o que queria: o abstrato.
O passado lhe chamava, a vida decorria daquilo que um dia já fora; e reluzia. Era ódio, orgulho, paixão, e tudo percorria por suas veias. E pulsava em si. Era amor? Era o futuro? Não era nada. Era o vazio, a utopia, o dadaísmo. Era a morte. Era o cais. Era a luz. Uma vida sem sentido.
Era o futuro escorrendo em suas mãos, nada aconteceria. Seria o fim do recomeço, voltara ao nada. Viver, por que motivo? Apenas as paredes a cercava enquanto em sua mente tudo fluía, flutuava. Não sentia nada. As tentativas incansáveis de se reerguer não tinham sentido. O amanhã não existia, mas mesmo sem forças e entregue ao vazio, o queria, o almejava. Não havia motivos, mas espontaneamente a luz ressurgia. Lutava para sair desse abismo: o passado a devorara. Tudo estava perdido.
Sua vida partira, faltava algo que não estaria de volta. Nada a completaria. Tudo tomava forma e revivia. O futuro se aproximava, a chamava. A vida a empurrava e a engolia. Gritava e chorava. Queria ver a luz: seus olhos estavam vendados e suas mãos estavam entrelaçadas em sua amargura. O precipício mais profundo a sugava. Era o passado, lágrima, escolha, magoa, fato, e tudo afogava sua vida. O cais. Tudo ressurgira. O que faria? Como recomeçaria?

Hipocrisia do inesperado.

Tudo perfeito. Controlado. Premeditado. O Sol raiava no jardim, havia flores, sorrisos. Crianças correndo por todos os cantos. Calmaria. Estava então tudo como o planejado, tudo como o esperado: camas ainda por fazer,    a mesa do almoço já estava posta. Tudo como o planejado. Ouvia-se risinhos de menina: era a pequenina. Tão doce, tão linda. Aproveitava cada minuto no jardim, era verão. E tudo que se via em seu delicado rostinho era a transparência de sua euforia: não havia preocupações, obrigações, apenas brincava e aguardava o chamado da mamãe. 
Mas então, tudo desaparecera. Não ouvia-se mais a voz aguda e feliz da pequenina. E tudo era sombrio. Em questão de segundos os raios de Sol congelaram-se: tudo era sombra, penumbra. Aquela sombra a puxara, a machucara. Onde estava pequenina? Pequenina sangrava pela dor que sentia. Sangue que vinha do interior de sua essência e sofria. Sofria pela vida que não foi vidada. Sofria pela dor da saudade do que nunca acontecera. Era o fim. Era sangue, dor. Onde estava a pequenina? Reaja pequenina, reaja.


_ Mamãe! Gritara a pequenina.  


Era o som desespero. Não era o planejado. Onde estavam os risinhos da pequenina? A mãe aparecera à porta para a atender. Mas onde estava? Em questão de segundos, nada mais era perfeito. Não era o planejado. E tudo que restava era sua boneca jogada no jardim. Onde estava a pequenina? E, após uma eternidade de segundos que se congelaram em suas essências, encontraram a pequenina. E não era mais ela. Era seu sangue. Sangue que esvarara-se junto a sua vida.


_Acorde pequenina, acorde pequenina! Falava a mãe em meio a soluços.


Nada era planejado. Tudo que esperavam, era o inesperado. E então, perceberam que o Sol havia congelado. Congelado em suas memórias os risinhos da pequenina. Tudo que restava agora era a penumbra. Caminhavam, vagarosamente em direção ao fim e, aguardavam o repentino, o imprevisto. Nada mais era como o de costume, nada era premeditado. O tempo estava acabando. "Tic tac, tic tac": era o som de cada segundo sendo congelado em suas memórias. Era o fim.


_ Acorde pequenina, acorde, o tempo está acabando! Gritava a mãe, sem forças.


A pequenina já estava em sono profundo, era o fim. Mas, a mãe insistia:


_ Pequenina, reaja! Acorde, pequenina, acorde! 


E nada mais adiantara. Tudo que restara era o sangue, a  saudade do que não vivera. O inesperado acontecera e, não acontecera. Nada podia ser premeditado. E a pequenina se foi. Tudo que se ouvia agora era o som da canção de ninar que a mãe cantava, em prantos:


_ Dorme, dorme pequenina, eu estou aqui, vá sonhar! Vá, vá dormir, pequenina.



quarta-feira, 6 de julho de 2011

Erros



Cometer um erro e ter consciência disso. Dar um passo em falso. Entregar o que é seu. Chorar. Ser covarde. E, não fazer nada. 
Me preocupo com você, choro por você, sinto ciúmes e te quero. Mas, não tenho reação... e quando tenho faço o que não deveria fazer. Covardia_ é essa a sensação que tenho, de ser covarde_ e porque não consigo reagir? Continuo tapada, sentindo um turbilhões de sensações e sentimentos em mim e não tenho reação. Covardia.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Recomeço







Ter a sensação de que há um abismo dentro de si, um vazio sem fim, não se encontrar, sentir saudades do que ainda não foi vivido, amar o desconhecido, sonhar com o imprevisto, planejar o futuro, tentar fugir do real. Coisas acontecem, sentimentos que vão e vem, desastres que em questão de segundos acabam com nossos sonhos, e então, lutamos e recriamos tudo novamente... todos os sonhos, as expectativas, os planos.

O que te faz feliz?


Um abraço apertado, um pote de sorvete, um domingo na casa da vovó, ter sonhos bons, dormir tarde e acordar mais tarde ainda, receber um sorriso, compartilhar um sentimento, visitar um amigo ou talvez receber uma visita, chorar sem motivo, assistir um filme, sair sem rumo e sem hora pra voltar, correr, brincar com o vizinho, comer bolo quentinho, viajar, tomar banho (de chuva talvez), fazer carinho, tomar vinho, um cafuné, ganhar um presente, comer, ler um livro, natal, ir ao parque, roda gigante, um beijo, um olhar inesperado, dormir abraçado, caminhada, crise de riso, novas paixões, dormir na rede, pular corda, fazer bolhas, ir à praia, uma carta, cinema, música, tentar voar, ficar em casa, frio, calor, sol, ir pescar, nadar, churrasco, notas boas, uma promoção no trabalho, ficar sozinho, uma ligação, internet, cozinhar, dançar, amar, escrever, planejar o futuro, imaginar, se arrumar, um bichinho de estimação, conhecer pessoas, fazer um amigo, um almoço, pular na cama, desenhar, dormir com os pais, ter lembranças, cuidar do jardim, olhar pro teto, estrelas, o luar, a noite,  café, uma piada, andar de bicicleta, ficar o dia todo de pijama... ou nem levantar da cama? O que te faz feliz?







"Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."   (Mário Quintana)

domingo, 3 de julho de 2011

Amor


Olhar para trás e ver o fim, procurar a culpa, arrepender-se, chorar, não achar explicação, e tentar entender que realmente tudo acabou, não sentir raiva e cultivar as coisas boas que, apesar de tudo, aconteceram.

Ter a certeza de que foi você que me tornou alguém melhor, que é de você que tenho as melhores lembranças, de que foi ao seu lado que fui feliz e tive o melhor sentimento em mim.

Arrepender-me por não ter cativado esse amor, por ter deixado morrer a flor mais linda... uma flor única; por não ter te abraçado e dito tudo aquilo que eu sentia realmente; por não ter te deitado no meu colo, deixado você ouvir o meu silêncio e entender o que se passava em mim; por não ter vivido tudo que eu pretendia viver ao seu lado e por pensar que talvez não tenha feito tudo que podia.

Sentir-me feliz por amar, por ter cuidado de você enquanto pude e por acreditar que deixei um pouco de mim contigo. Saiba que eu me preocupo com você e que toda noite imagino-te ao meu lado, que penso se te verei novamente e me importo com isso. Sinto sua falta todos os dias. Choro quando penso que poderia ter feito algo mais e quando lembro das suas palavras de desprezo.

Agradeço-te, por tudo que me fez sentir, por ter cuidado de mim quando eu precisei, me ajudado... ou apenas me ouvido chorar, obrigada por ter feito parte da minha vida, e por ter deixado o melhor de você em mim.


























Cultive sentimentos, cultive pessoas, ame, não espere... pode ser tarde demais.

domingo, 12 de junho de 2011

Inércia

Graças à Inércia, não li o liro que queria ler, não escrevi as redações que disse que escreveria, não visitei os parentes que pretendia visitar, não estudei nem um pouco, não vi os episódios de Grey's Anatomy que gostaria de ter visto, não arrumei meu quarto nem meu guarda roupa que estava programando arrumar a três semanas, não dormi as horas que precisava; resultados: mais um fim de semana 'perdido', mais uma semana que será corrida. =). Enfim, tudo culpa da Inércia... ou da internet :S.

domingo, 10 de abril de 2011

Saudade

O pior e melhor sentimento que a distancia nos trás é a saudade. Saudade que as vezes pode ser boa ou ruim. A saudade ruim é aquela que nos destrói aos poucos, que nos deixa deprimidos e angustiados. É aquela saudade que sabemos que não vai passar, não vai acabar; é aquela cuja distancia causadora é infinita, onde carros, aviões, navios e naves espaciais não podem chegar. Mas há também a saudade boa. Sim, saudade boa... ela pode existir, só depende do nosso modo de pensar e tudo que é ruim pode ter seu lado bom. Mas independente de ser boa ou ruim, não sentimos saudade de algo que nos machuca ou nos faz mal. Só sentimos saudade de algo bom, ou que de alguma forma nos faz bem. Enfim, a verdade é que sempre vamos sentir saudade de algo ou de alguém e isso é inevitável, a unica coisa que podemos fazer é tentar enxergar o lado bom de tudo, até mesmo da saudade... porque assim tudo fica mais fácil, mais ameno e causa menos sofrimento. 



Tente ver o lado bom das coisas!