quinta-feira, 23 de agosto de 2012
sábado, 18 de agosto de 2012
Minha, sua.
Sinto falta daquilo que a gente era. Daquilo que a gente sentia, do amor que a gente tinha. Não sei mais como é entre você e seu novo par. Quero saber também não. Sei lá... Deu um certo ciume quando ouvi você falando do seu dia-dia. Tá tendo o que sempre quis, né? A família, as responsabilidades de casa, casamento. E eu também estou da forma que escolhi... Os livros, a escola, o cursinho, a medicina. É, eu sinto muito a sua falta. Mas eu faria a mesma coisa... Não há arrependimento do que já foi feito. Só que sei lá, consigo ter isso de amizade não. Tenho malícia, desejo, falta de carinho seu. Tenho ternura, alegria em falar com você. Não é o certo, eu sei. Por que eu to falando sobre isso? Sei também não. É só que deu vontade de registrar essa falta de você que surgiu em mim. Essas últimas conversas foram estranhas... Não te senti minha, nem me senti sua. Mas deu uma saudade de quando eu achava que você era minha e de mais ninguém. Deu uma vontade de te ligar sem me preocupar com nada. Deu vontade de te chamar de 'amor'. Amor seu, amor meu, nosso amor. Saudade da cama, das chatices, de você falando do cheiro do meu hidratante. Sabe aquele anjinho da latinha??? Tem seu perfume até hoje! Enfim... Logo isso passa!
domingo, 12 de agosto de 2012
Tempos.
Ontem eu fui atendida por aquele garçom que sempre atendia a gente. Praça de alimentação tava cheia e eu com a mesma mania: nada de observar as pessoas que estavam ao meu redor. Fui ao cinema, tomei um litro de refrigerante zero calorias. Coca-Cola. Sai do filme me sentindo meio grávida... Odeio ficar vendo coisa de gestante por muito tempo. Mas hoje, descobri que isso não é coisa só minha (rs). Vieram me falar dessa vontade de ser mãe. É, o tempo passou, eu passei e você também. Mudamos, tomamos rumos diferentes. O garçom ainda era o mesmo, a nostalgia também. Senti sua falta. Dormi pensando, lembrando. Acordei com saudade. Passou.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Gente só.
Já fui a tantos lugares, experimentei tantas dores. Senti variados aromas e odores. Amei homem, mulher e criança. Fui filha e mãe. Me senti coitada, heroína, apaixonada. Fiz caras, bocas e caretas. Gritei poesia e palavrão. Conheci gente pobre, rica, desgraçada, bem sucedida, adorável e insuportável. Fui pra lugares que não pareciam comigo. Falei 'oi' pra desconhecido, ignorei gente importante. Tive dois cachorros e uma tartaruga. Tive uma mãe, um pai. Escrevi história minha e inventada. Sorvete. A sequência não existe, nem a lógica. Os fatos são independentes como em literatura de cordel, depois se unem e formam um conto novo. Partes da minha vida. Sou nova, vivi nada ainda... Saí das fraudas faz pouco tempo. Desesperei, chorei, ri, roí unha e arranquei casquinha de machucado. Tenho fotos em que estou rindo, chorando, emburrada, aborrecida, insatisfeita, soltando foguetes. Comprei coisas que nunca usei, umas estão guardadas, outras eu doei. Senti pena. Escrevi cartas. Fiz careta. Li muitos livros. Reclamei e agradeci. Ciclos se formaram, se desfizeram. Vi nascimentos. Quis ser gente grande. Fiz coisas que não devia. E sempre, no fim de tudo isso, só me resta eu mesma. Pessoas vão, voltam, ficam, somem. Só resta pra gente, a gente mesmo. Daí arrumamos o que dá, fazemos planos pro futuro e esperamos o que ainda vem, torcendo pra que seja boa coisa.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Bonitinha fiscal.
Não sei se foi coincidência, sei não. Deve ter sido um presente do Universo pra me alegrar no dia que eu mais precisava. Olha, sei se fui bem na prova não, mas valeu a pena ter te visto por lá. Você deve ter percebido que eu fiquei te olhando, te contemplando. Deve ter me achado um pouco tola também, afinal, eu tava lá pra prestar vestibular. Enfim... Aquele dia, na balada, foi tão bom te conhecer. Não estávamos muito sóbrias, nem sei de tudo que a gente fez. Não tinha seu telefone, não sabia seu nome todo. Aí, de repente, chego de cabelo preso e óculos de grau, pra fazer prova, e você é a fiscal da minha sala? No primeiro dia, só vi seu primeiro nome. Liz. No segundo dia, vi seu sobrenome no cartão de identificação. Araújo. Te encontrei no face, te adicionei. É. Sei que você não sabe da existência do blog, mas um dia irá saber. E irá saber que hoje pensei em você. Irá saber também, que ontem não resolvi duas questões de filosofia por sua causa. Você parou bem do meu lado! Como não olhar? (risos) Depois, passou atrás da minha carteira e seu jaleco raspou pelo meu pescoço. Sei lá se foi sem querer, se foi querendo. Me roubou um arrepio. Desconcentrou-me. É, bonitinha, você tem um dos olhares mais lindos que eu já vi, não posso negar.
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