segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Bonitinha fiscal.

Não sei se foi coincidência, sei não. Deve ter sido um presente do Universo pra me alegrar no dia que eu mais precisava. Olha, sei se fui bem na prova não, mas valeu a pena ter te visto por lá. Você deve ter percebido que eu fiquei te olhando, te contemplando. Deve ter me achado um pouco tola também, afinal, eu tava lá pra prestar vestibular. Enfim... Aquele dia, na balada, foi tão bom te conhecer. Não estávamos muito sóbrias, nem sei de tudo que a gente fez. Não tinha seu telefone, não sabia seu nome todo. Aí, de repente, chego de cabelo preso e óculos de grau, pra fazer prova, e você é a fiscal da minha sala? No primeiro dia, só vi seu primeiro nome. Liz. No segundo dia, vi seu sobrenome no cartão de identificação. Araújo. Te encontrei no face, te adicionei. É. Sei que você não sabe da existência do blog, mas um dia irá saber. E irá saber que hoje pensei em você. Irá saber também, que ontem não resolvi duas questões de filosofia por sua causa. Você parou bem do meu lado! Como não olhar? (risos) Depois, passou atrás da minha carteira e seu jaleco raspou pelo meu pescoço. Sei lá se foi sem querer, se foi querendo. Me roubou um arrepio. Desconcentrou-me. É, bonitinha, você tem um dos olhares mais lindos que eu já vi, não posso negar.

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